Após intensas altas do início da semana, grãos operam de lado na CBOT

Publicado em 05/03/2014 10:23

Nesta quarta-feira (5), o mercado internacional parece bastante calmo, se movimentando de lado e sem movimentações muito expressivas nem de baixa ou tanto tanto para soja, quanto para milho e trigo. 

Segundo analistas internacionais, o mercado se mantém lateralizado tentando se recuperar da intensa volatilidade registrada no início da semana por conta da tensão sobre a crise na Ucrânia. As notícias vindas sobre o risco iminente de um conflito armado com a Rússia impactou diretamente nas commodities agrícolas, principalmente na última segunda-feira (3), e elevou os preços do trigo, por exemplo, a níveis recordes em meses. 

Na soja, por volta das 10h10 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam pouco mais de 0,50 ponto, com exceção do vencimento agosto, que subia 1,50 ponto. O maio/14, referência para a safra brasileira, valia US$ 14,20 por bushel. Os contratos futuros tanto de milho quanto de trigo também exibiam ligeiras baixas após as fortes altas registradas na segunda e terça-feira. 

Entretanto, os fundamentos de oferta e demanda, principalmente da soja, seguem positivos e ainda no foco dos investidores. Os embarques norte-americanos seguem muito aquecidos, já passam de 36 milhões de toneladas e ficam bem apertados frente à projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de exportações de 41 milhões de toneladas. 

Segundo Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, com esse ritmo das vendas e embarques dos EUA, os estoques do país tendem a ficar mais apertados mais cedo nessa temporada, já que a demanda não dá sinais de desaquecimento ou mudança para a América do Sul. O movimento, inclusive, poderia obrigar os Estado Unidos a terem que importar soja da América do Sul. 

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1 comentário

  • salvador reis neto santa teresa do oeste - PR

    mais um motivo para as cooperativas abrirem o mercado com os precinhos da semana passada de 63.50 por saca, sem duvida existe um cartel das cooperativas na fixação dos preços de soja e milho aqui no Paraná. ex: o preço praticado pela cooperativa em cascavel e o mesmo praticado pelas demais em campo mourão e londrina sendo que são regiões distintas dentro do estado, e tem mais e possível negociar por exemplo, em uma multinacional ate 2 reais acima de preço de balcão ai fica comprovado o cartel das cooperativas na formação dos preços de soja. com a palavra algum presidente de cooperativas se e que querem falar alguma coisa!!!

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