Soja sobe em Chicago com altos embarques semanais nos EUA

Publicado em 17/03/2014 12:39 1391 exibições

Os preços da soja voltaram a subir na sessão desta segunda-feira (17) na Bolsa de Chicago. O mercado recuou no pregão eletrônico, porém, na sessão regular já operava em campo misto e logo passou para o positivo. Assim, por volta das 12h10 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados subiam pouco mais de 6 pontos. 

O anúncio dos embarques norte-americanos feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) hoje referentes à semana que se encerrou no dia 13 de março contribuiu para a recuperação do fôlego do mercado. 

Os embarques semanais de soja foram de 939,738 mil toneladas. O volume é menor do que o  registrado na semana anterior - de 1.087,288 milhão de toneladas -, porém, é bem maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior e ainda elevam o total de produto embarcado na temporada para 38.912,152 milhões de toneladas. No ano comercial anterior, esse volume foi de 31.952,464 milhões de toneladas. 

Segundo explicou Mário Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora, o mercado ainda tem espaço para recuperar importantes patamares de preços justamente frente à esse quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos, que segue apertado. Os estoques do país são muito ajustados, estão abaixo das 4 milhões de toneladas, e ainda há uma alta procura pela oleaginosa norte-americana. 

No último boletim mensal divulgado pelo USDA, as projeções para as exportações de soja do país ficaram em 41,64 milhões de toneladas e os embarques, que significam o produto efetivamente saindo do país, passam de 38,9 milhões de toneladas de um ano comercial que se encerra somente em agosto desse ano. 

Além disso, o mercado tem observado também uma dificuldade de entrada da safra norte-americana e as perdas expressivas que já vem sendo registradas na produção do Brasil por conta de adversidades climáticas. Depois do calor excessivo e da falta de chuvas terem reduzido o potencial da colheita no Centro-Sul do Brasil, as chuvas prejudicaram a colheita no Mato Grosso, maior estado produtor do país,  atrasaram os trabalhos de campo e, consequentemente, a chegada dessa oferta ao mercado. 

Paralelamente, ainda de acordo com Mariano, uma série de boatos continua rondando o mercado, limitando seu potencial de alta. Algumas consultorias privadas indicando que as perdas no Brasil não seriam tão sérias, possíveis movimentos de washouts (troca de origem) por parte da China e as novas informações sobre a gripe aviária na Ásia - como a do abatimento de 6% do plantel de aves na Coreia do Sul - são algumas das informações que pressionaram o mercado e acentuaram as perdas registradas nas últimas semanas. 

Completando o quadro de informações que o mercado ainda aguardam uma confirmação, há a indicação, também por parte de consultorias privadas, de que a área de plantio de soja nos Estados Unidos poderia aumentar expressivamente - cerca de 9% - em detrimento do milho e do trigo. O dado, mesmo ainda se tratando somente de uma expectativa - acabou refletindo negativamente sobre os preços, como explicou o analista. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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