Soja sobe na CBOT com clima frio nos EUA e aperto nos estoques
O mercado internacional da soja opera em alta nesta quarta-feira (19). Na sessão regular, por volta das 14h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 7,50 e 12,25 pontos, com os contratos maio e julho/14 acima dos US$ 14 por bushel. Mais cedo, os preços subiram mais de 20 pontos.
As cotações seguem encontrando suporte no quadro apertado de oferta e demanda nos Estados Unidos, principalmente diante dos estoques de soja do país, os quais se encontram em níveis críticos. As perdas na safra brasileira também completam o cenário dos fundamentos positivos.
Nesta quarta-feira, no entanto, o mercado conta com mais um fator positivo para os negócios. A primavera que se inicia nesta quinta-feira (20) nos Estados Unidos deverá registrar temperaturas abaixo do normal e até mesmo a incidência de neve. Essas condições climáticas, ocasionadas por uma massa de ar polar, devem ser sentidas com mais intensidade no Meio-Oeste americano, principal região de produção de grãos do país.
Segundo explicou Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest, as últimas previsões já indicam uma continuidade do frio intenso do inverno e deve atingir uma grande parte de Iowa. "Isso dificulta o degelo, o que significa menor umidade no solo, e consequentemente um plantio atrasado tanto para o milho quanto para a soja nos EUA", disse. "E isso fez com que os fundos voltassem a ponta compradora hoje", completou.
No mapa abaixo do site AccuWeather, veja a chegada dessa massa de ar polar ao Meio-Oeste dos Estados Unidos:
0 comentário
Soja 26/27 entra em outubro entre excesso de chuva no Sul e umidade ainda irregular em Mato Grosso
Mato Grosso semeia 10,23% da soja e mantém ritmo abaixo da safra 2025/26
Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil