Com frio intenso nos EUA e estoques baixos, soja fecha em alta
A quarta-feira (19) registrou mais uma sessão de boas altas para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Os ganhos no fechamento dos principais contratos foram de 9 a 15 pontos, com o avanço refletindo não só os fundamentos positivos, como também condições adversas de clima para o plantio da próxima safra de grãos dos Estados Unidos, segundo explicaram analistas.
A primavera que se inicia nesta quinta-feira (20) nos EUA deverá registrar temperaturas abaixo do normal e até mesmo a incidência de neve, caracterizando uma extensão do rigoroso inverno sentido pelo país nesse ano.
Essas condições climáticas, ocasionadas por uma massa de ar polar, devem ser sentidas com mais intensidade no Meio-Oeste americano, principal região de produção de grãos do país, justamente nesse período onde já se inicia a semeadura do milho em alguns estados. Segundo informações de analistas, estados como Texas e Louisiana já começaram a plantar o milho, porém, os trabalhos seguem em ritmo lento, já que as temperaturas baixas impedem a germinação das sementes.
No mapa abaixo do site AccuWeather, veja a chegada dessa massa de ar polar ao Meio-Oeste dos Estados Unidos:
Segundo explicou Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest, as últimas previsões meteorológicas já indicam uma continuidade do frio intenso do inverno e deve atingir uma grande parte de Iowa. "Isso dificulta o degelo, o que significa menor umidade no solo, e consequentemente um plantio atrasado tanto para o milho quanto para a soja nos EUA", disse. "E isso fez com que os fundos entrassem na ponta compradora hoje", completou.
Entre abril e maio, ainda segundo Araújo, as previsões indicam uma clima mais adverso também para as áreas de planície, prejudicando o cultivo do trigo, e também no Oeste do Corn Belt. Já para o leste do Cinturão, a indicação é de condições mais normais, porém, ainda há alguma incerteza.
Além das novidades sobre o clima, os preços ainda continuam encontrando suporte na preocupante realidade norte-americana de estoques em níveis críticos e a demanda pela soja dos EUA sem dar sinais de desaquecimento.
"Esse é um ano em que a demanda vai continuar muito forte pela soja dos Estados Unidos, repercute na perspectiva de estoques apertados nos Estados Unidos, o que dá sustentação ao mercado", explica o analista. "Nós temos visto um movimento de migração dos fundos cada vez comprando mais.
Paralelamente, os investidores também aguardam pelo boletim de estoques trimestrais que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 31, trazendo os estoques do país em 1º de março deste ano.
"No ano passado, o USDA divulgou que os estoques eram de 1 bilhão de bushels e nós tivemos o vencimento julho acima dos US$ 16/bushel. Hoje, com essa forte demanda pelo produto americano, nós leva a crer que os estoques possam vir em 900 milhões de bushels, o que daria uma importante sustentação aos preços da soja, motivando novas altas", afirmou Marcos Araújo.
Milho: Frente à previsão de clima frio nos EUA, preços fecham a sessão com leves ganhos na CBOT
Por Fernanda Custódio
As principais posições do milho fecharam a sessão desta quarta-feira (19) com ligeiras altas. Durante as negociações, os vencimentos da commodity reverteram as perdas e terminaram o dia com ganhos entre 1,25 e 1,75 ponto. O contrato maio/14 era negociado a US$ 4,87 por bushel.
Nos últimos pregões, os preços do cereal têm operado com bastante volatilidade e a tendência deve ser mantida no curto prazo. Segundo analistas, o mercado deverá buscar um direcionamento após a divulgação do primeiro relatório de intenção de plantio nos EUA, que será anunciado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 31 de março.
O mercado espera que haja uma redução na área cultivada com o milho na safra 2014/15 norte-americana. Além disso, as especulações em relação ao clima no país têm dado sustentação às cotações do grão em Chicago. De acordo com o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, as previsões apontam para a continuidade do clima frio em algumas partes do Corn Belt, cenário que pode atrasar a semeadura do cereal no país.
“A situação pode afetar um importante estado produtor que é Iowa. E o clima mais frio dificultaria o degelo no solo e, por consequência, menor umidade no solo e plantio do milho. Esse quadro motivou os fundos a comprarem na Bolsa de Chicago”, explica Araújo.
Outra variável que também influenciou os preços do cereal nesta quarta-feira foi os bons ganhos registrados nos contratos futuros do trigo. Frente à ausência de chuvas em algumas regiões produtoras nos EUA, as principais posições da commodity apresentaram ganhos de mais de 20 pontos em Chicago.
Além disso, os investidores ainda observam a crise entre a Ucrânia e a Rússia. Apesar do cenário, as exportações ucranianas não foram afetadas e, na última semana, os embarques totalizaram 700 mil toneladas do milho, maior volume desde início da temporada. O país é responsável por 16% de todo o cereal consumido no mundo.
BMF&Bovespa
Após as altas registradas no pregão anterior, os contratos do milho negociados na BMF&Bovespa trabalham com leves quedas nesta quarta-feira. E, apesar do recuo nos preços, o mercado ainda tem buscado sustentação na quebra na safra de verão de milho e na preocupação em relação à segunda safra brasileira.
A expectativa é que 20% da safrinha tenha sido plantada fora da janela ideal de plantio. No entanto, algumas regiões não terminaram a semeadura do grão, como é o caso de Laguna Carapã (MS), onde cerca de 10% da área ainda precisa ser cultivada e o prazo terminou no dia 10 de março.
Nesta quarta, a saca de milho foi negociada a R$ 33,00 em Campinas (SP) CIF. Já em Cascavel (PR), o preço da saca foi de R$ 28,00 e em Lucas do Rio Verde (MT), o valor da saca foi de R$ 22,00.
Trigo: com clima seco nos EUA e tensões na Ucrânia, mercado fecha com maiores preços em 10 meses
Por Carla Mendes
Os futuros do trigo subiram expressivamente nesta quarta-feira (19) e fecharam o pregão regular com mais de 20 pontos de alta na Bolsa de Chicago. Todos os principais vencimentos já operam acima dos US$ 7 por bushel, e o maio/14 encerrou o dia valendo US$ 7,15. Segundo analistas, as cotações atingiram os mais altos patamares em 10 meses.
Importantes regiões produtoras do cereal nos Estados Unidos estão sofrendo com condições climáticas adversas, chuvas abaixo da média para o período, as quais podem comprometer os resultados da produção norte-americana. Uma colheita menor no país, afinal, poderia prejudicar a disponibilidade mundial do grão.
Além da situação dos EUA, há ainda as preocupações com a oferta vinda da região do Mar Negro, por conta das tensões entre Rússia e Ucrânia.
Atualmente, a safra ucraniana tanto de milho quanto de trigo têm sido de extrema importância para o quadro mundial de oferta e demanda. E, de acordo com o Departamento de Agricultura do país, a anexação da Crimeia à Rússia não deverá prejudicar o mercado e as exportações.
Atualmente, 7% dos embarques do país são feitos através da península. No entanto, o governo afirma que os portos de Odessa, Ilyichevsk e Nikolaev podem absorver este volume. Por dia, os terminais exportam cerca de 95 mil toneladas.
Até a última sexta (14), a Ucrânia, cujo ano-safra se iniciou no dia 1º de julho, exportou 25,66 milhões de toneladas de grãos. Em comparação ao ciclo anterior, as exportações aumentaram 37%.
Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta quarta-feira:
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Vilson Ambrozi Chapadinha - MA
Sobre o mercado de soja e para o meu uso penso assim:O mercado absorveu preços ao redor de 14 dolares por bucheel.Prova disso é uma procura intensa por lácteos e carnes em todo o mundo.Os preços destes derivados estão bombando.Logo este nível de preços que aí está não significa racionamento.Se o consumo continua com crescimento constante teremos que ter safras sempre maiores,e como isto tem limite precisamos de um real racionamento via preços.Então como já disse outras vezes"TRUCO"