Soja opera em campo misto na CBOT à espera do USDA desta 2ª feira

Publicado em 31/03/2014 09:22 e atualizado em 31/03/2014 11:13 2279 exibições

A manhã desta segunda-feira (31) é de falta de direção para o mercado internacional da soja. Às 13h (horário de Brasília), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu relatório com os estoques trimestrais do país em 1º de março e com as primeiras projeções oficiais para a área de plantio da safra 2014/15 e as expectativas dos investidores são grandes para os novos números. 

Assim, por volta das 9h10 (horário de Brasília), as principais posições operavam em campo misto, com pequenas altas para os vencimentos mais próximas e ligeiras baixas nos contratos de mais longo prazo. O vencimento maio/14 ra negociado a US$ 14,38/bushel, subindo 1,4 ponto, enquanto o novembro/14 perdia 1,2 ponto, valendo US$ 11,89. 

O mercado da soja se mantém sustentado nos fundamentos positivos, com os estoques apertados dos Estados Unidos e a demanda pelo produto norte-americano ainda muito forte, tanto para exportação quanto interna. No entanto, espera com ansiedade pelas informações que chegam hoje, uma vez que podem ser reportados os menores estoques trimestrais em 10 anos no país. 

Para os estoques, as expectativas do mercado são de algo entre 26,9 milhões a 27 milhões de toneladas, o menor volume em uma década. Em 2013, nessa mesma época, os estoques foram de 27,2 milhões e, nos últimos anos, algo entre 30 e 32 milhões de toneladas. 

"O quadro já caminha para o USDA mostrar os estoques baixos em função das exportações e dos embarques muito fortes das últimas semanas", acredita Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. "Os fundamentos são positivos, o acumulado das exportações já está muito à frente da projeção do USDA, então, o mercado foi trabalhando em cima de especulações que aparecem no dia a dia, até receber o relatório que vem na segunda-feira" diz.

*As cotações apresentadas em nossa homepage estão desatualizadas por conta de um problema técnico. Os reparos já estão sendo feitos e logo mais os preços estarão normalizados. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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