Soja: Após fortes altas, mercado opera com realização de lucros

Publicado em 02/04/2014 12:29 1974 exibições

O mercado iniciou, nesta quarta-feira (2), um movimento de realização de lucros depois das fortes altas dos últimos dias. Por volta de 12h10 (horário de Brasília), as posições mais negociadas perdiam de 1,75 ponto a 7,25 pontos. O contrato maio/14, referência para a safra brasileira, valia US$ 14,77 por bushel. 

Segundo analistas, os fundos vêm carregando um grande número de posições compradas e, frente a isso, já era esperado esse movimento de correção técnicam, com a liquidação de parte dessas posições. Além disso, sazonalmente e historicamente, abril tem sido um mês de bastante volatilidade para os preços da soja no mercado internacional.

Entretanto, a sustentação dos preços permanece, uma vez que o foco dos investidores segue mantido nos fundamentos. Os estoques dos Estados Unidos estão bastante ajustados e a demanda pelo produto norte-americano se mantém forte e aquecida. 
Do que foi projetado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para as exportações de soja do ano comercial 2013/14 - 41,6 milhões de toneladas - 97% já foram embarcados e a temporada se encerra somente em agosto desse ano. 

USDA - Paralelamente, a volatilidade do mercado é acentuada ainda pelas expectativas para o próximo relatório de oferta e demanda que o USDA traz na semana que vem, dia 9 de abril. Os investidores buscam se posicionar frente à esse boletim e também optam por uma postura mais cautelosa à espera dos novos números. 
Assim, o mercado aproveita o momento para essa realização de lucros, mantendo, no entanto, um canal para as cotações entre US$ 13,60 e US$ 15,20 por bushel para o primeiro vencimento, como explicou Maurício Correa, analista de mercado do SIM Consult.

O analista afirma ainda que essa onda de realização de lucros deve se intensificar no meio do mês de abril, entretanto, será algo momentâneo, uma vez que o mercado ainda se encontra bem sustentado na realidade norte-americana de falta de disponibilidade da oleaginosa.  

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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