Soja segue movimento de realização de lucros e tem leve queda

Publicado em 11/04/2014 07:53 1479 exibições

Os negócios com a soja no mercado internacional continuam o movimento de realização de lucros depois das últimas altas registradas pela oleaginosa. Assim, os futuros da commodity, nesta sexta-feira (11), operam em campo negativo e, por volta das 8h (horário de Brasília), recuavam de 4,50 a 10,75 pontos. O vencimento maio, o mais negociado nesse momento, valia US$ 14,77 por bushel. 

Nas últimas semanas, os preços da soja exibiram movimentos expressivos de altas e alcançaram os melhores patamares em meses. Frente a isso e a uma volatilidade típica do mês de abril, segundo analistas, o mercado passa agora por uma correção técnica. 

A tendência, no entanto, permanece sendo de altas para os preços da soja, uma vez que a realidade norte-americana ainda preocupa o mercado. Há escassez de produto nos Estados Unidos diante de uma demanda ainda muito ávida pela oleaginosa do país. Os estoques dos EUA são extremamente ajustados, estão em níveis críticos, as importações foram elevadas a um nível recorde e o residual foi zerado no último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira: 

Chicago: Soja confirma abril de volatilidade e fecha em queda

Com um movimento de realização de lucros, o mercado da soja fechou a sessão desta quinta-feira (10) em campo negativo na Bolsa de Chicago. Os primeiros vencimentos encerraram o dia registrando baixas de dois dígitos. O contrato maio/14 ficou em US$ 14,82, recuando 13 pontos, e o julho/14 fechou valendo US$ 14,65, com queda de 12,50 pontos. 

Após alcançar os melhores preços em meses nesta quarta-feira (9), após a divulgação dos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado passou por uma correção técnica. Como explicam analistas, os fundos seguem carregando posições fortemente compradas e, quando as cotações se aproximam dos US$ 15, como aconteceu na sessão anterior, ordens de vendas são efetivadas, o que acaba pressionando os preços.

Para Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult, esse deverá ser um movimento bastante comum para os negócios com a soja na Bolsa de Chicago agora em abril, uma vez que esse é, tradicionalmente, um mês de intensa volatilidade.

"Esse é o mês dos financeiros, mês de muitas notícias, muitos boatos que tentarão desestabilizar e derrubar o mercado, mas a tendência ainda é positiva e o cenário é muito bom", diz Severo. 

Ainda assim, o consultor afirma que, apesar desses recuos pontuais, o cenário permanece inalterado e muito positivo para os preços no mercado internacional. Os números trazidos pelo departamento norte-americano confirmam o cenário de uma severa escassez de produto nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, uma demanda extremamente aquecida. 

As estimativas para as importações pelos EUA elevada a um nível recorde - de 1,77 milhão de toneladas - e o número chamado de residual levado a zero, contra 330 mil toneladas do boletim anterior. Ao mesmo tempo, confirmou também a força da demanda, elevando sua projeção das exportações de 41,6 para 43 milhões de toneladas.

O boletim divulgado nesta quinta pelo USDA sobre as exportações na semana que terminou no último dia 3 de abril informou que as vendas semanais de soja entre as duas temporadas ficaram em 289,6 mil toneladas, contra 85,5 mil da semana passada. Da safra 2013/14 foram 79,2 mil toneladas e, da nova safra, 210,4 mil. No acumulado do ano, as exportações da safra velha já somam 44.589,7 milhões de toneladas, contra a última estimativa do USDA de 43 milhões de toneladas. 

Sobre as vendas de farelo de soja, o departamento informou que foram 179,6 mil toneladas da safra 2013/14 e 80,1 mil da temporada 2014/15, somando, entre as duas, 259,7 mil toneladas. Até o momento, as exportações dos EUA do produto chegam a 8.690,8 milhões de toneladas, a projeção do USDA é de que as vendas fiquem em 9.980 milhões. 

Já as exportações de óleo de soja da safra atual foram de 3,4 mil toneladas e elevaram o volume acumulado no ano comercial a 572,2 mil toneladas, contra 700 mil de estimativas do departamento norte-americano. 

Boatos sobre um possível default de uma trading chinesa

Nesta quinta-feria circularam boatos de que uma trading chinesa estaria com dificuldades de pagar e receber aproximadamente 500 mil toneladas de soja do Brasil e da Argentina. Essa informação, ainda de acordo com Liones Severo, chega ao mercado em um momento bastante oportuno para os mercados financeiros, que tentam, com essa e demais informações, desestabilizar o mercado e pesar sobre os preços da commodity. Notícias como essa, segundo explica o consultor, não alteram o atual cenário para o mercado da soja e acabam perdendo rapidamente sua importância, dado que as cotações, nesta quinta-feira, tampouco refletiram um movimento negativo mais expressivo frente a elas.

Nesta quinta-feria circularam boatos de que uma trading chinesa estaria com dificuldades de pagar e receber aproximadamente 500 mil toneladas de soja do Brasil e da Argentina. Essa informação, ainda de acordo com Liones Severo, chega ao mercado em um momento bastante oportuno para os mercados financeiros, que tentam, com essa e demais informações, desestabilizar o mercado e pesar sobre os preços da commodity. Notícias como essa, segundo explica o consultor, não alteram o atual cenário para o mercado da soja e acabam perdendo rapidamente sua importância, dado que as cotações, nesta quinta-feira, tampouco refletiram um movimento negativo mais expressivo frente a elas.

Tags:
Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Uma empresa chinesa soluça e nos dizem que a China está vomitando. Os americanos se borram e nos dizem que foi apenas um desconforto intestinal !!!!

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