Soja: Mercado espera pelo USDA e opera com volatilidade na CBOT

Publicado em 11/06/2014 07:53 2014 exibições

Em dia de relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado da soja opera com volatilidade, porém, com movimentos pouco expressivos na Bolsa de Chicago. Nesta quarta-feira (11), o órgão reporta seu novo relatório mensal de oferta e demanda e os traders esperam com ansiedade por esses novos dados. 

Assim, por volta das 7h40 (horário de Brasília) os vencimentos mais negociados oscilavam entre 0,25 e 5,50 pontos, com apenas o contrato agosto em campo positivo. Além disso, de forma técnica, o mercado não tem uma tendência bem definida nesse momento e os preços caminham sem direção. 

Expectativas para o USDA - As expectativas para o novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quarta-feira (11). "Em um dia pré-relatório, os players operam diminuindo suas posições na bolsa", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest. 

Como explica Araújo, o mercado espera uma leve baixa de 80 mil toneladas nos estoques finais de soja dos Estados Unidos, os quais deverão passar de 3,54 milhões para 3,46 milhões de toneladas. "O mercado segue apreensivo e espera volatilidade para esta quarta-feira", completa. 

Para os estoques da safra da 2014/15, a expectativa é de que recuem de 8,98 milhões para 8,76 milhões de toneladas. Já sobre a produção da nova safra, espera-se um número próximo de 98,71 milhões de toneladas, contra o estimado em maio de 98,93 milhões de toneladas. 

Sobre os estoques mundiais, as expectativas do mercado são de que, para a safra 2014/15, o número suba, ligeiramente, de 82,2 milhões para 82,5 milhões de toneladas. Já para a temporada atual, o número pode recuar levemente, passando de 67 milhões de 66,8 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Em Chicago, soja aguarda pelos números do USDA e fecha em alta

Nesta terça-feira (10), a soja conseguiu se manter do lado positivo da tabela e fechou o pregão regular com leves altas na Bolsa de Chicago. Os contratos mais negociados terminou o dia com ganhos entre 0,75 e 6 pontos. O vencimento julho/14 fechou cotado a US$ 14,62 por bushel, com alta de 5,50 pontos. 

Segundo análises técnicas, o mercado internacional da soja se mostra bastante lateralizado, ou seja, não conta com uma tendência muito bem definida nesse momento. A primeira posição - julho - trabalha em um intervalo que varia de US$ 14,40 a US$ 15,30 por bushel, sendo esses os patamares de suporte e resistência, respectivamente. 

Diante disso, a atenção, portanto, deve se voltar ao rompimento de um desses dois valores, já que é esse movimento que pode desencadear quedas mais acentuadas ou estimular novas e consistentes altas. No caso positivo, Antônio Domiciano, analista da SmartQuant Fundos de Investimento, explica que é preciso o mercado superar os US$ 15,30 e se consolidar acima desse valor para caracterizar esse movimento mais positivo para as cotações. 

Novo boletim do USDA

Além desse quadro técnico, as expectativas para o novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta quarta-feira (11). "Em um dia pré-relatório, os players operam diminuindo suas posições na bolsa", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest. 

Como explica Araújo, o mercado espera uma leve baixa de 80 mil toneladas nos estoques finais de soja dos Estados Unidos, os quais deverão passar de 3,54 milhões para 3,46 milhões de toneladas. "O mercado segue apreensivo e espera volatilidade para esta quarta-feira", completa. 

Para os estoques da safra da 2014/15, a expectativa é de que recuem de 8,98 milhões para 8,76 milhões de toneladas. Já sobre a produção da nova safra, espera-se um número próximo de 98,71 milhões de toneladas, contra o estimado em maio de 98,93 milhões de toneladas. 

Sobre os estoques mundiais, as expectativas do mercado são de que, para a safra 2014/15, o número suba, ligeiramente, de 82,2 milhões para 82,5 milhões de toneladas. Já para a temporada atual, o número pode recuar levemente, passando de 67 milhões de 66,8 milhões de toneladas.

Ainda segundo Marcos Araújo, os futuros da soja não devem cair muito nos próximos dias já que o cenário de estoques apertados nos Estados Unidos continua, bem como positivas margens de esmagamento no país, ambos os fatores ainda dando suporte às cotações em Chicago. "No entanto, uma alta muito superior à resistência dos US$ 15,30 também é pouco provável porque esse patamar viabiliza as importações que são necessárias para atender a demanda interna americana e faz com que haja esse estoques de transição até a entrada da nova safra dos Estados Unidos", afirma o analista. 

Produtores americanos esperam fim do rally de preços

Uma matéria da agência internacional Bloomberg mostrou a opinião dos produtores norte-americanos sobre o comportamento dos preços da soja no mercado de Chicago e eles não acreditam na continuidade do rally. 

Bob Worth, sojicultor de Minnesota, já vendeu a maior parte de sua produção apostando que a maior escalada das cotações em cinco anos está próxima de acabar. Com preços 19% maiores já registrados neste ano, Worth comercializou 75% de sua produção que será colhida a partir de setembro e garantindo preços também metade da colheita de 2015. 

Mercado interno e comportamento do dólar

Os negócios com soja no mercado interno têm se mostrado menos aquecidos dada a menor cotação em Chicago e de uma menor taxa de câmbio. Nesta terça-feira (10), o dólar caiu pela quarta sessão consecutiva, voltando a operar dentro da banda dos R$ 2,20. A baixa foi de 0,13% e a moeda norte-americana terminou o dia cotada R$ 2,22. 

Desde o início de abril, conforme explicou Antônio Domiciano, o dólar trabalha entre R$ 2,20 e R$ 2,30 e também não mostra uma tendência definida, como mostra uma análise técnica, porém, tem uma força de queda. "O produtor precisa saber que se o dólar cair abaixo dos R$ 2,20, os agentes financeiros estarão muito atentos a isso e há possibilidade de quedas maiores. Do lado oposto, se conseguir ficar acima dos R$ 2,30, novamente deve aparecer uma tendência de compra e isso deve levá-lo para patamares superiores, entre R$ 2,30 e R$ 2,40". 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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