Com novos boletins do USDA a caminho, soja opera de lado na CBOT

Publicado em 25/06/2014 13:08 1570 exibições

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, nesta quarta-feira (26), operam sem uma direção bem definida na Bolsa de Chicago. Alternando entre os dois lados da tabela, por volta de 12h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 1 e 3,25 pontos. 

O mercado observa, de um lado, as condições de clima e o desenvolvimento da nova safra dos Estados Unidos, e de outro, os baixos estoques norte-americanos, que ainda dão suporte às cotações no curto prazo. Além disso, no próximo dia 30, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga dois importantes relatórios e a espera por esses números também deixa o mercado mais de lado. 

Estoques menores nos EUA

Um dos boletins que o USDA traz na semana que vem é o de estoques trimestrais em 1º de junho nos Estados Unidos. As expectativas do mercado apontam para uma redução desse número. Uma pesquisa feita pela agência internacional Bloomberg mostrou que analistas acreditam em estoques trimestrais de cerca de 10,4 milhões de toneladas, o menor volume desde 1977. Já o banco Société Génerale aposta em estoques ainda mais apertados, na casa dos 9,55 milhões de toneladas. 

"A expectativa é de que venha um número apertado, já que a demanda americana, tanto interna quanto para exportação, segue muito forte, tem números bastante elevados, e assim, são esperados números que consolidem a expectativa de pouca disponibilidade de soja nos próximos meses até a entrada da nova safra americana", acredita o consultor de mercado Flávio França. 

Aumento de área nos EUA

Em contrapartida, o USDA poderá trazer, também no dia 30, um aumento na área de cultivo de soja na temporada 2014/15 nos Estados Unidos, o que já limita o potencial de altas das cotações, principalmente as de mais longo prazo, ao lado do bom desenvolvimento da nova safra do país. 

O boletim do dia 30 é o primeiro efetivo com o plantio já finalizado, com números até o dia 1º de junho e, segundo França, deverá ser o mais importante do dia. "Esse relatório vai confirmar o que vem sendo esperado, com um bom aumento para a área de soja e uma redução para o milho. Precisamos saber quanto aumentou para a soja e quanto caiu para o milho", diz. 

No entanto, possíveis perdas de área por conta das excessivas chuvas dos últimos dias no Meio-Oeste norte-americano não serão apresentadas nesse boletim e, caso sejam confirmadas, deverão aparecer somente no reporte de agosto. 

"Quando o problema são as chuvas, o impacto sobre a safra, normalmente, é muito menor do que quando não há chuva, principalmente nessa fase. Pode haver algumas inundações, mas é possível replantar, claro que existe a recomendação técnica de encerrar o plantio da soja em junho, mas isso não quer dizer que áreas deixarão de ser plantadas", explica o consultor. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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