Soja tem forte queda após feriado nos EUA e com mercado financeiro

Publicado em 07/07/2014 11:41 e atualizado em 07/07/2014 13:05 3958 exibições

O mercado internacional da soja voltou do feriado nos Estados Unidos, na última sexta-feira (4), operando com forte queda na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam mais de 20 pontos nos primeiros vencimentos e o agosto/14 era cotado a US$ 12,72 por bushel, perdendo, portanto, o patamar dos US$ 13,00. 

O contrato julho, no mesmo momento, trabalhava a US$ 13,59. Segundo análises técnicas, para esse vencimento, o preço de resistência era o de US$ 13,60 e, caso se mantenha abaixo desse nível, novas perdas poderiam ser desencadeadas. 

Para Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, esse movimento de liquidação de posições por parte dos fundos é típico do mercado depois de uma volta de feriado. Essa é a forma de os traders se defenderem à espera das novas informações que chegam essa semana. 

O mercado internacional de grãos conta com alguns boletins importantes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o que poderá manter os investidores um pouco mais na defensiva. 

Hoje, o órgão traz, ainda durante o funcionamento do mercado, os últimos números sobre embarques semanais de grãos do país, já por volta das 17h (horário de Brasília), deverá ser divulgado o novo relatório de acompanhamento de safras, com informações importantes, principalmente, sobre as atuais condições das lavouras da safra 2014/15. 

Já na próxima quinta-feira (10), saem as exportações semanais e o acumulado de grãos já comprometido da safra 2013/14, números que têm mexido expressivamente com o mercado em Chicago. Para a soja, o total já supera largamente a última projeção do USDA - de 43,55 milhões de toneladas para toda a temporada - e passa de 44,5 milhões de toneladas. No milho, farelo e óleo de soja os números também estão apertados. 

Na sexta-feira (11), por volta das 13h, porém, será reportado o mais importante boletim do mês, o mensal de oferta e demanda. Os trader aguardam esses números com ansiedade depois que o departamento informou estoques trimestrais maiores do que o esperado e uma área de plantio de soja de mais de 34 milhões de hectares.

Mercado Financeiro

No entanto, não é só o mercado internacional da soja que exibe uma expressiva queda nesta segunda-feira (7). As demais commodities, agrícolas e energéticas, também recuam significativamente. Às 11h30, o petróleo era cotado a US$ 109,12/barril, recuando 0,03%, e o ouro também trabalhava do lado negativo da tabela. Em Nova York, o café arábica, algodão, açúcar e suco de laranja também recuavam, bem como os futuros do café robusta na Bolsa de Londres. 

Segundo o economista Roberto Troster, expectativas de que o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgue projeções de um crescimento econômico mundial menor em seu próximo relatório trimestral, o chamado World Economic Outlook, cria esse efeito "exagerado" sobre o mercado de commodities. "Um menor crescimento poderia significar um menor consumo de commodities, e menor demanda quer dizer preços menores", explica o economista. 

Ainda de acordo com Troster, os mercados, depois dessa reação exagerada, poderiam passar por uma "reversão à média", ou seja, voltar ao seus patamares anteriores, neutralizando o resultado das últimas quedas. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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