Soja e milho têm os menores preços desde 2010 à espera do USDA

Publicado em 11/07/2014 07:32 3547 exibições

À espera do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado internacional de grãos caminha com oscilações pouco expressivas nesta sexta-feira (11) na Bolsa de Chicago. Informações da agência internacional Bloomberg afirmam que estes são os menores preços desde os registrados em 2010. 

Durante toda a semana o mercado foi precificando as expectativas dos traders para esse novo boletim. Porém, desde o último dia 30 de junho, quando o USDA reportou boletins trazendo os estoques trimestrais e os primeiros números oficiais para a nova área de plantio nos EUA, os preços já entraram em um novo patamar. 

Somente as cotações da soja perderam cerca de 12% na CBOT e o milho voltou a operar com importantes vencimentos abaixo dos US$ 4 por bushel. No pregão eletrônico de hoje, por volta das 7h30 (horário de Brasília), as posições mais negociadas da soja subiam pouco mais de 3 pontos, e o vencimento novembro, referência para a nova safra dos EUA, trabalhava abaixo dos US$ 11, valendo US$ 10,95 por bushel. No milho, os preços trabalhavam em campo negativo, mas as perdas não chegavam a 1 ponto. 

Expectativas para o USDA

O relatório que o USDA traz hoje é aguardado com ansiedade, como sempre, pelo mercado. As informações sobre a safra 2014/15 são as mais aguardadas. 

Soja - Para a soja, o mercado aposta em um aumento na estimativa do departamento para a produção americana de 98,93 milhões para 103,12 milhões de toneladas, com estoques finais subindo de 8,85 milhões de toneladas, estimados em junho, para algo entre 10 e 11 milhões de toneladas. Para os estoques mundiais da safra nova, as expectativas são de que o volume suba para 84,69 milhões de toneladas, contra a estimativa anterior de 82,9 milhões de toneladas. 

Para a safra velha, o mercado também acredita que os estoques finais dos EUA possam ser revisados para cima, nesse caso de 3,4 milhões a um total entre 3,5 milhões e 3,6 milhões de toneladas. Sobre os estoques mundiais, a aposta é de alta de 67,2 milhões para 67,4 milhões de toneladas. 

Milho - O relatório mensal de oferta e demanda que deve ser divulgado pelo departamento norte-americano pode trazer, segundo expectativas do mercado, um aumento na produtividade da safra 2014/15 de 174,95 sacas para 176,55 sacas por hectare. Na safra anterior, esse número foi de 168,07 sacas. Já para os estoques finais da nova safra são esperadas 44,02 milhões de toneladas, contra 43,85 milhões estimadas em junho, no último reporte. O número para a produção, no entanto, deverá vir em linha com o que foi divulgado em junho - 353,97 milhões de toneladas. 

Para a safra 2013/14, os estoques também podem apresentar um incremento e passar de 29,11 milhões de toneladas, estimadas no último relatório, para 31,12 milhões de toneladas, ainda de acordo com as expectativas dos traders. 

O mercado aposta ainda em uma alta nos estoques mundiais de milho dessa nova safra para 184,47 milhões de toneladas, o maior desde 2000. Caso esse número se confirme irá superar a o estimado em junho pelo USDA - 182,65 milhões de toneladas. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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