Soja tem boas notícias da demanda e sobe forte na CBOT nesta 2ª feira

Publicado em 04/08/2014 12:54 2452 exibições

Nesta segunda-feira (4), os futuros da soja iniciaram a semana tentando se recuperar das últimas quedas e, assim, operam com forte alta na sessão regular da Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos trabalham com ganhos de dois dígitos e, além dessa tentativa de retomada de alguns patamares, o mercado foca também a força da demanda. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou hoje novas vendas de soja em grão da safra 2014/15 e a notícia trouxe ainda mais combustível para o avanço das cotações. Foram 110 mil toneldas para a China e mais 102 mil toneladas para Taiwan. 

Além disso, foi reportado ainda pelo departamento o boletim de embarques semanais. Na semana que se encerrou no dia 31 de julho, os Estados Unidos embarcaram 39,256 milhões de toneladas de soja. O volume ficou bem abaixo do registrado na semana anterior, porém, elevou o total acumulado no ano para 43.061,701 milhões de toneladas frente à última projeção do USDA de 44,09 milhões de toneladas para todo o ano comercial, que se encerra somente no dia 31. 

Recuperação Técnica x Fundamentos Climáticos

A última semana registrou um saldo negativo para o mercado da soja, tanto no Brasil quanto em Chicago. Dessa forma, como explicou o operador de mercado da NewAgro Commodities, Gean Kuhn, o mercado observa uma oportunidade de realização de lucros refletida nessa tentativa de consolidar uma recuperação. 

Paralelamente, o mercado caminha também observando as informações que são divulgadas nesta segunda-feira pelo USDA. O primeiro boletim foi o de embarques semanais e o próximo, reportado às 17h (horário de Brasília) traz a atualização do índice de classificação de lavouras, que mostra as atuais condições dos campos norte-americanos. Até o domingo passado, 27 de agosto, eram 71% das lavouras de soja em boas ou excelentes condições. 

"O esperado para esse relatório é de que o número de lavouras em boas condições continue acima dos 70%.", acredita Kuhn. Como explicou o operador, as plantas se encontram agora em sua fase mais importante e onde a água é essencial para o seu bom desenvolvimento e, portanto, será necessário um quadro climático bastante favorável para que se garanta uma boa produtividade. "E sabemos que caso não venham as chuvas necessárias, as condições dessas lavouras norte-americanas poderiam apresentar alguma degradação e um fator que possa agregar valor ao preço, pois, se não chove, não acontece o enchimento de grão necessária, com a produção chegando nesse número esperado", completa.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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