CBOT: Soja caminha de lado, com alta no curto prazo nesta 6ª feira

Publicado em 08/08/2014 13:21 e atualizado em 08/08/2014 14:25 1470 exibições

O mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (8). Embora os primeiros vencimentos tenham ampliado seus ganhos - o agosto subia mais de 10 pontos por volta de 12h50 (horário de Brasília) - as posições mais diantes perdiam pouco mais de 1 ponto. O contrato novembro, referência para a safra norte-americana, era negociado a US$ 10,76 por bushel. 

O cenário de disputa entre os fundamentos de oferta e demanda continua ditando o ritmo dos negócios na CBOT e a falta de direção para as cotações se intensifica ainda mais com a espera pelo novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no próximo dia 12 de agosto. 

Os ganhos expressivos do vencimento agosto, segundo explicou o economista e analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora, são típicos de uma proximidade de seu vencimento, no dia 15, quando acabam suas negociações. "Esse é um jogo meramente técnico entre os comprados e vendidos nessa posição. É uma luta para sair dessa posição", explica.

Entre os fundamentos, a demanda continua firme e os sinais de que o consumo mundial deve seguir crescendo e se mantendo firme dá suporte às cotações ou limita o potencial de avanço dos preços. Ontem, os números de exportações norte-americanas trazidos pelo USDA mostraram que as vendas dos EUA seguem acontecendo de forma acelerada e já acumulam, na temporada 2013/14, mais de 46 milhões de toneladas, contra a última projeção do departamento de 44,09 milhões. 

Além disso, dados da Administração Geral de Alfândega da China mostraram que as compras chinesas de soja em julho subiram 17% frente ao mês anterior, totalizando 7,47 milhões de toneladas e excedendo a previsão oficial, de 5,87 milhões de t.

Nos últimos meses, o gigante asiático  vem adquirindo volumes recordes de soja e, segundo o CNGOIC (Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China), os estoques nacionais da oleaginosa importada atingiram 6,3 milhões de toneladas no início de agosto, registrando seu nível mais alto em 10 meses. Além disso, há informações, por outro lado, de que as margens de esmagamento no país devem apresentar uma melhora no terceiro trimestre do ano. 

Ao mesmo tempo, o cenário de clima nos Estados Unidos segue evoluindo de forma bastante satisfatória e favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras. Há pequenos bolsões de um clima um pouco mais seco em regiões produtoras localizadas, porém, ainda não causam problemas e não ameaçam a produção que já registra projeções que variam de 103 a 105 milhões de toneladas. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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