Soja opera com volatilidade, mas tenta manter reação na CBOT

Publicado em 15/08/2014 10:16 e atualizado em 15/08/2014 12:28 2182 exibições

Boas notícias vindas da demanda nesta sexta-feira (15), depois do bom relatório de exportações semanais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ontem, trouxeram um fõlego aos futuros da soja na Bolsa de Chicago. Logo após o anúncio da venda, as cotações chegaram a exibir ganhos de mais de 10 pontos. 

Entretanto, a volatilidade continua permeando os negócios no mercado futuro norte-americano. Embora haja um suporte vindo da força da demanda, a pressão exercida pelas projeções elevadas para a nova safra dos Estados Unidos continua sendo exercida sobre os preços da oleaginosa. 

Assim, por volta de 12h (horário de Brasília), os preços registravam ligeiros ganhos, que variavam entre 1,50 e 2 pontos, com o contrato setembro, um dos mais negociados nesse momento, cotado a US$ 11,01 por bushel. Já o novembro, referência para a safra norte-americana era cotado a US$ 10,65. 

Hoje, o departamento norte-americano divulgou a venda de 110 mil toneladas de soja da safra 2014/15 para a China, maior importadora mundial da oleaginosa. As compras chinesas, nesse ano, já superam expressivamente os números do último ano e, devem seguir crescendo, segundo analistas, em função, principalmente, do consumo da commodity pelo setor de rações. 

Além disso, nos Estados Unidos, a demanda interna também está bastante aquecida e o movimento é outro fator positivo para os preços, inclusive no mercado físico norte-americano. A China, há algumas semanas, proibiu a importação de DDG de milho por conta de alguns carregamentos que continham traços de uma variedade transgência não aprovada no país o que, ainda de acordo com analistas, deve aumentar a necessidade das compras de farelo de soja. 

As margens de esmagamento melhoraram nos últimos dias, estimulando a compra de matéria-prima e, consequentemente, o avanço dos preços do derivado e da soja em grão. 

"Voltamos a entrar no mercado de demanda, e a tendência de curto prazo é de que esse mercado opere mais próximo dos US$ 11 por bushel, porque continuamos com pouca oferta de soja disponível nos principais países exportadores, continuamos sem vendas de grandes volumes no Brasil, a Argentina está começando a vender alguns pequenos volumes, ainda pouco significativos e isso, automaticamente, tem sido um fator tem segurado as cotações e o mercado busca uma reação", diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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