Soja: Puxado pelo farelo e pela demanda, mercado sustenta altas

Publicado em 28/10/2014 12:49 e atualizado em 28/10/2014 14:28 612 exibições

O mercado internacional da soja, nesta terça-feira (28), registra mais uma sessão de altas na Bolsa de Chicago. Os negócios, porém, se mostram bastante voláteis e, depois de operar mais cedo com mais de 25 pontos de alta, as cotações devolveram parte das altas e, por volta das 13h20 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 8 pontos, tentando se manter acima dos US$ 10 por bushel. 

Os números fortes da demanda e mais o avanço dos preços também no mercado do farelo de soja têm sido importantes fatores que favorecem essa forte alta dos futuros da oleaginosa nos últimos dias, fazendo com que os valores sejam os melhores em dois meses. Paralelamente, os produtores nos principais países exportadores ainda reticentes em efetivar novas vendas também contribuem para os ganhos. 

Nesta terça, os futuros do farelo registraram os melhores preços desde junho na Bolsa de Chicago, estendendo as altas da sessão anterior, quando os preços subiram mais de 7%, os maiores desde 2007. Em duas semanas, o ganho acumulado é de 13%. Essas altas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, vêm sendo motivadas pelo setor de rações muito aquecido, principalmente em função de um crescimento no consumo de proteínas animais. 

Os preços das carnes vêm registrando níveis recordes ao redor do mundo este ano, contribuindo para esse rally vivido pelos futuros da soja em outubro, bem como dos grãos e do farelo, ambos também utilizados na produção de alimentação animal. Cerca de 42% da produção de soja norte-americana são utilizados para a produção de ração. 

"Os produtores de carnes e laticínios precisam do produto. Os produtores estão vendendo bem menos do que a necessidade dos exportadores e dos processadores e isso tem estimulado, inclusive, um aumento dos prêmios nos Estados Unidos para que mais produto seja liberado", disse o vice-presidente de pesquisa da corretora R.J. O'Brien, de Chicago.    

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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