Preços da soja voltam a cair nesta sexta-feira em Chicago

Publicado em 14/11/2014 09:11 816 exibições

Os preços da soja registram um novo de dia de baixas na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (14), após o fechamento positivo da sessão anterior. Os principais vencimentos da oleaginosa perdiam mais de 10 pontos por volta das 10h (horário de Brasília). 

Mais uma vez, sem novidades fortes entre os fundamentos, o mercado opta pela realização de lucros, com os patamares de suporte para os preços - que, segundo analistas, varia entre US$ 10,30 e US$ 10,50 - sendo respeitado pelos investidores e buscando uma acomodação das cotações. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Após dia de volatilidade, soja fecha em alta em Chicago e no Brasil

A sessão desta quinta-feira (13) no mercado da soja foi marcada por intensa volatilidade na Bolsa de Chicago. Depois de testar alguns momentos em campo negativo, os preços da oleaginosa conseguiram engatar em uma reversão, consolidou o movimento positivo, porém, os ganhos variaram muito durante os negócios ao irem de 16 a 0,25 pontos nos principais vencimentos. 

Na máxima do dia, o janeiro - o contrato mais negociado nesse momento - bateu nos US$ 10,68 e fechou a US$ 10,53 por bushel. Já o maio/15, referência para a safra brasileira, registrou seu maior preço em US$ 10,82, mas encerrou os negócios a US$ 10,64. 

Segundo analistas, o mercado vem se comportando de forma bastante técnica, com fundos comprando e vendendo a todo momento,o que acentua essa volatilidade entre os negócios, na tentativa de garantir seus lucros. Entre os fundamentos, porém, ainda nenhuma mudança. Nos últimos dois pregões em Chicago, os futuros da soja oscilaram quase 30 pontos. 

Como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o mercado ainda vê um suporte para os preços entre US$ 10,30 e US$ 10,50, o que estimula as compras por parte dos investidores, e a resistência na casa de US$ 10,70 a US$ 10,80, que são preços que favorecem a chamada realização de lucros. Entretanto, o teto para as cotações nesse momento, ainda de acordo com o consultor, é o patamar dos US$ 12,00 por bushel e, nesse momento, portanto, o mercado tenta encontrar um meio-termo buscando os US$ 11,00 e se consolidar nesse patamar diante de uma demanda muito aquecida, o que tem sido o grande direcionador dos preços neste momento. 

O consumo mundial da soja, como explica Brandalizze, segue bastante concentrado no setor industrial, com uma necessidade maior de esmagamento para a fabricação de ração e atendimento do setor de carnes, o qual se mostra aquecido e em franco crescimento mundialmente. 

Um momento de mercado sustentado e preços em alta do farelo de soja nos Estados Unidos tem sido o principal fator de sustentação para as últimas altas registradas no complexo soja há algumas semanas. Ambos os produtos têm passado por um rally no mercado futuro americano e, desde o início deste mês, os vencimentos dezembro/14 e março/15 do farelo já acumulam ganhos de mais de 6% e 7% até esta quinta-feira (13), respectivamente, superando os US$ 400,00 por tonelada curta no primeiro vencimento.

Além de uma falta de produto e de uma demanda extremamente aquecida, uma complicação na distribuição do farelo de soja nos Estados Unidos criaram um cenário favorável para esse avanço das cotações. Segundo informou a agência de notícias Bloomberg, há um congestionamento ferroviário que atrasa os embarques e limita a chegada dos volumes de ração aos produtores. 

As velocidades dos trens estão perto do nível mais baixo desde 2010 e os carregamentos de grãos em outubro caíram 5% em outubro, em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com informações da Associação das Ferrovias Americanas. 

As taxas de envio das barcaças que viajam no rio Mississipi de Saint Louis a New Orleans subiram 13% nos últimos 12 meses, com os embarques de grãos competindo com petróleo, carvão e produtos químicos, o que faz com que a soja não chegue aos locais onde há maior necessidade, segundo explicou Peter McKeegan, um gerente de risco de Chicago à Bloomberg. 

Mercado Interno

Com os ganhos registrados em Chicago e mais um dia de boas altas do dólar frente ao real, os preços da soja voltaram a subir nos portos brasileiros. Em Paranaguá, o valor do produto futuro subiu 0,78% e fechou o dia a R$ 64,50 por saca. Em Rio Grande, a soja para entrega maio/15 teve alta de 1,54% para R$ 66,00 e o produto disponível ficou em R$ 65,00, subindo 1,52%. No interior do país, a maior parte das praças de comercialização também registraram altas, segundo um levantamento feito pelo Notícias Agrícolas. 

Nesta quinta-feira, o dólar subiu 1,20% e fechou em R$ 2,5948 depois de, ao longo da sessão, bater nos R$ 2,60. Na máxima do pregão, a moeda chegou nos R$ 2,61 e, segundo especialistas, a volatilidade deve continuar com as expectativas sobre o novo ministro da Fazenda. "Cada dia ouvimos uma notícia indicando um nome diferente. O mercado não sabe mais para onde apontar, então vai se proteger no dólar", disse o gerente de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini à Reuters. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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