Soja: Com cautela antes do feriado nos EUA, mercado opera estável em Chicago nesta 4ª feira

Publicado em 26/11/2014 11:32 478 exibições

Às vésperas do feriado do Dia de Ação de Graças, que será comemorado nesta quinta-feira (27) nos Estados Unidos - e quando as bolsas norte-americanas não operam - o mercado da soja opera com um ritmo lento e registrando oscilações pouco expressivas. Depois de testar algumas ligeiras altas mais cedo, por volta de 12h (horário de Brasília), as cotações dos principais vencimentos trabalhavam com baixas entre 2,25 e 3 pontos. O contrato janeiro/15 tenta se manter próximo dos US$ 10,50 e o maio/15, referência para a safra brasileira perto dos US$ 10,60. 

Com o feriado da próxima quinta, os investidores, segundo explicam analistas, tentam buscar um bom posicionamento, evitando negócios em um ritmo mais agressivo já que os mesmos só serão retomados efetivamente na próxima segunda-feira, 1º de dezembro, já que na sexta-feira os trabalhos acontecem somente em meio período. 

Com esse calendário e sem muitas notícias novas, o mercado se comporta de forma mais técnica nessa semana, segundo explica Vlamir Brandalizze. O consultor de mercado da Brandalizze Consulting diz ainda que os grandes investidores ainda observam o mercado da soja operando em um intervalo entre US$ 10,00 no suporte e US$ 10,80 na resistência, o que faz com que, nesse momento, as posições mais negociadas operem no meio desses números, mais próximas dos US$ 10,50. 

Entre os fundamentos, as únicas notícias que mexem efetivamente com o andamento dos preços nessa semana são as novas compras chinesas que continuam a ser anunciadas. Nesta quarta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou uma operação com 120 mil toneladas da oleaginosa da safra 2014/15 para a China. Desde o início do ano comercial, em 1º de setembro, os chineses já compraram mais de 12 milhões de toneladas de soja dessa temporada. 

"Temos o fator demanda levando o produto, firmando grandes volumes sendo consumidos e, automaticamente, o mercado já vê que não há muito espaço na linha de baixa, tentando se manter linear nos US$ 10,50 entre a base e a máxima do curto prazo que podemos observar", acredita Brandalizze. "E para continuar subindo, serão necessárias mais notícias dos fundamentos, como perdas mais acentuadas na América do Sul ou grandes compras para a China no começo de dezembro, o que poderia dar lastro para o mercado continuar subindo e tentar furar os US$ 11 em diante. No curto prazo, acredito que ainda não há espaço para isso (continuando na janela entre US$ 10,20 e US$ 10,80 em um corredor técnico)", completa o consultor. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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