Soja sobe no Brasil e tem preços entre R$ 65 e R$ 66 nos portos nesta 5ª feira

Publicado em 11/12/2014 17:05 e atualizado em 11/12/2014 17:49 1052 exibições

Os preços da soja praticados nos portos brasileiros, nesta quinta-feira (11), exibiram uma importante valorização e chegaram a R$ 66,00 para a soja da safra nova no terminal de Rio Grande e a R$ 65,00 no terminal de Paranaguá. Já a soja disponível no porto gaúcho fechou o dia a R$ 68,00. O mercado foi favorecido pelo tripé que forma as cotações no Brasil com seus três componentes positivos: alta das cotações na Bolsa de Chicago, forte avanço do dólar frente ao real e prêmios positivos nos portos - que têm variado, em Paranaguá, de 85 a 36 centavos de dólar sobre os valores praticados na CBOT. 

CBOT - Na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa operaram durante todo o dia em campo positivo ainda de olho nos bons números da demanda e dando menos importância ao último boletim sem novidades divulgado nesta quarta-feira (10) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O relatório trouxe uma ligeira redução nos estoques finais tanto dos EUA quanto mundiais e, ao mesmo tempo, aumentou em 1 milhão de toneladas as exportações norte-americanas, agora projetadas em 47,9 milhões de toneladas na temporada 2014/15. 

Nesta quinta, porém, um novo boletim de vendas para exportação foi reportado e os números para a soja vieram dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 800 mil e 1 milhão de toneladas, e somaram 810,3 mil toneladas na semana que terminou em 4 de dezembro. Na semana anterior, esse número veio em 1.179,8 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, o volume já comprometido chega a 40,4 milhões de toneladas e o projetado para as exportações totais é um volume de 47,9 milhões. 

Dessa forma, os principais vencimentos terminaram o dia subindo pouco mais de 9 pontos, com o contrato janeiro/15, o mais negociado nesse momento, a US$ 10,41 por bushel. Já o maio/15, referência para a safra brasileira, encerrou a sessão cotado a US$ 10,53. Para o consultor de mercado Ênio Fernandes, o mercado poderia quebrar a barreira dos US$ 11 por bushel em Chicago, entretanto, precisa de notícias que estimulem um movimento mais forte das cotações. 

E essas informações poderiam vir do cenário climático na América do Sul caso o quadro não se desenvolva bem daqui em diante, principalmente porque, nas próximas semanas, as lavouras brasileiras se encaminham para uma fase crítica na definição da produtividade. Até o momento, porém, os preços seguem, como explica o consultor, operando no intervalo de US$ 10,00 a US$ 10,70. 

Dólar - No dólar, a alta foi de mais de 1% nesta quinta-feira e a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 2,6476 na venda, com o mais alto fechamento desde 1º de abril de 2005. A divisa continua, segundo analistas, sendo influenciada por dois principais fatores: no cenário interno, as incertezas trazidas pela nova equipe econômica do governo Dilma, principalmente sobre a intervenção do Banco Central no câmbio e, no quadro internacional, um momento de alta aversão ao risco, com os investidores migrando para ativos mais seguros. 

"O cenário externo piorou bastante durante a tarde e o mercado, que já está nervoso porque não sabe o que vai acontecer com o programa do BC, bateu as máximas. O resultado é que todo mundo que estava vendido se apavora e foge", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho, à agência de notícias Reuters.

Além disso, os olhos do mercado financeiro mundial seguem voltados com atenção ao andamento dos preços do petróleo, que mais uma vez recuaram e seguem operando nos menores níveis nos últimos cinco anos. Nesta quinta-feira, a cotação perdeu os US$ 60,00 por barril, fechando o dia a US$ 59,76 em Nova York. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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