Soja: Nesta 3ª feira, mercado tem sessão de estabilidade em Chicago

Publicado em 30/12/2014 09:08 292 exibições

Na sessão desta terça-feira (30), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago tentam recuperar parte das perdas registradas ontem e trabalham com ligeiras altas. O pregão parece ser de estabilidade. Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos mais negociados subiam entre 2,25 e 3 pontos, com o janeiro/15 valendo US$ 10,44 por bushel. 

O mercado ainda observa a situação das enchentes na Malásia ameaçando a produção e os estoques de óleo de palma, já que o país é o segundo maior produtor mundial. Além disso, as cheias já deixam mais de 250 mil desabrigados na nação asiática. 

Paralelamente, os negócios mantêm um ritmo mais desaquecido dada a proximidade do feriado de Ano Novo e, por isso, se comporta de forma mais técnica, segundo explicam os analistas. Ontem, o mercado foi pressionado ainda pelos números dos embarques semanais norte-americanos de soja, que vieram abaixo do volume registrado na semana anterior. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Após sessão de forte volatilidade, mercado fecha em baixa nesta 2ª na CBOT

O mercado internacional da soja, nesta segunda-feira (29), registrou uma sessão de forte e intensa volatilidade na Bolsa de Chicago e fechou o dia em campo negativo. As posições mais negociadas terminaram os negócios com pouco mais de 4 pontos de baixa, com o janeiro valendo US$ 10,42 por bushel. Na máxima do dia, o contrato bateu nos US$ 10,61. 

Ao longo do dia, os preços chegaram a subir mais de 11 pontos nos principais vencimentos, estimulados, mais uma vez, pela alta do óleo de soja na CBOT, que deu continuidade ao movimento positivo registrado no pregão da última sexta-feira (26). 

Os futuros do óleo, que também influenciam os da soja em grão, vêm refletindo uma das piores cheias na Malásia e o comprometimento com a produção da óleo de palma, segundo informam agências internacionais de notícias. Com isso, ao longo da sessão, as cotações da soja chegaram a registrar os mais altos patamares desde 15 de dezembro nesta segunda. O farelo, porém, apresentou uma ligeira queda. 

A Malásia é, atualmente, o segundo maior produtor mundial de óleo de palma, e severas cheias têm comprometido os estoques locais do produto e os investidores observam o ocorrido como uma ameaça aos estoques globais de óleos vegetais. Não só o país, como também a Tailândia, enfrentam as piores cheias das últimas décadas. 

E essas enchentes severas - que já deixaram desalojadas mais de 100 mil pessoas - parece que podem causar um impacto pior do que se esperava inicialmente para a produção do óleo de palma bruto, segundo explicaram à agência Reuters produtores e traders. 

"A soja está forte e tem potencial para romper os US$ 10,60. A produção de óleo de palma está bastante suscetível a ser reduzida por conta das enchentes", disse um corretor de Tóquio, no Japão, Okato Shoji.

Entretanto, mais tarde, o mercado recebeu o novo boletim semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com os embarques norte-americanos na semana que terminou em 25 de dezembro. O número ficou aquém do registrado na semana anterior e acabou pesando sobre os negócios. Apesar disso, o total de soja já embarcado pelos EUA contabiliza um ritmo mais de 20% superior ao registrado na temporada 2013/14. 

Na última semana, os EUA embarcaram 1.424,383 milhão de toneladas de soja, contra 2.262,752 milhões da semana anterior. No mesmo período da temporada 2013/14, os embarques somavam 1.190,021 milhão. 

No acumulado do ano, os embarques de soja dos Estados Unidos já totalizam, portanto, 29.318,873 milhões de toneladas, volume acima do registrado nesse mesmo intervalo da safra anterior, quando já haviam sido embarcadas 23.573,491 milhões de toneladas. 

Câmbio - Nesta segunda-feira, o dia foi agitado também para o dólar, que terminou a sessão com uma alta superior a 1% frente ao real, valendo R$ 2,7071. No pregão anterior, a moeda americana perdeu 0,83%. 

Segundo informou a agência Reuters, os investidores seguem à espera de mais detalhes sobre as medidas de intervenção do Banco Central, principalmente o que será estendido para 2015.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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