Soja: Na última sessão de outubro, Chicago intensifica altas e dá suporte aos preços no Brasil

Publicado em 30/10/2015 12:18

Na sessão desta sexta-feira (30), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago iniciaram o dia em alta e vêm dando continuidade ao movimento positivo no início da tarde, com ganhos ligeiramente mais expressivos. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), subiam entre 5 e 7 pontos, levando o contrato maio/15 a operar com US$ 8,93 por bushel. A posição é referência para a safra brasileira. 

Ao mesmo tempo, ainda mantendo sua volatilidade acentuada, o dólar, que começou o dia em alta frente ao real, passou para o campo negativo, limitando a força de alta das cotações no mercado brasileiro, principalmente nos portos. Assim, em Rio Grande, o preço no disponível era de R$ 85,00, estável, enquanto a soja safra nova subia 0,37% para R$ 81,30 por saca. 

Embora essa tenha sido uma semana de poucos negócios e de uma limitação para os valores no Brasil dada essa instabilidade da taxa cambial, no interior do país os preços da oleaginosa ainda conseguem manter patamares elevados e, em alguns casos, até mesmo acima da paridade internacional, como explicou Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais. 

Na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago as cotações buscam consolidar uma recuperação depois das consideráveis baixas dos últimos dias. Além disso, na última sessão de outubro, os investidores procuram garantir um fechamento mensal positivo, procurando pelas melhores opções do momento. 

"Os futuros dos grãos tentam fechar outubro em campo positivo com essas subidas de hoje e ainda atento às informações que chegam do clima", explica Bryce Knorr, analista do portal internacional Farm Futures.

Paralelamente, a demanda continua ganhando força e destaque entre os traders no mercado internacional. Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe um novo anúncio de venda de 120 mil toneladas de soja da safra 2015/16 para a China estimulou o mercado. 

Além disso, os últimos números das vendas para exportação e dos embarques norte-americanos têm sido bastante fortes de acordo com os boletins trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

Para o analista de mercado Bob Burgdorfer, também do portal internacional Farm Futures, novos rallies para as cotações dependem agora da demanda e do clima na América do Sul. "As vendas para exportação dos EUA têm sido robustas, mas a atenção está se voltando para a América do Sul, onde o plantio está se desenvolvendo e as chuvas têm se tornado mais frequentes", diz.   

Entretanto, o foco principal dos negócios segue mantido sobre o avanço do plantio no Brasil e das condições climáticas em que acontecem, e nos países da América do Sul que começam seus trabalhos de campo nas próximas semanas, além da finalização da colheita nos Estados Unidos, a qual já estava concluída em quase 90% da área até o último domingo. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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