Soja intensifica baixas em Chicago com safra americana, petróleo em queda e dólar com forte alta

Publicado em 13/09/2016 13:56
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O mercado internacional da soja, no pregão desta terça-feira (13), ampliou e intensificou suas baixas na Bolsa de Chicago e, no início da tarde, os futuros da oleaginosa perdiam entre 14,75 e 19,25 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro/16 a perder o patamar dos US$ 9,50 por bushel.

Segundo explica o analista de mercado Ginaldo Sousa, da Labhoro Corretora, os preços ainda sentem a pressão dos últimos - e muito fortes - números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta última segunda-feira (12), mas também pela manutenção do índice de lavouras de soja em boas condições nos EUA nos 73% quando já se esperava uma redução. 

As informações também partiram do USDA, em seu reporte semanal de acompanhamento de safras, e indicaram ainda que as plantações da oleaginosa que já estão derrubando suas folhas passaram de 12% para 26%, frente à média de 25% dos últimos cinco anos. A conclusão da nova safra americana, portanto, segundo especialistas, conta com boas condições. 

Entretanto, para a maior parte dos analistas, a força da demanda ainda deverá ser importante pilar de suporte para o mercado, principalmente passado o período de colheita da safra norte-americana. Assim, os especialistas acreditam ainda que os futuros da oleaginosa negociados na CBOT já estejam próximos de suas mínimas e o espaço para novas baixas, portanto, acaba ficando limitado. 

"Não há mais notícias de oferta para sair. E do lado da demanda, as notícias estão saindo, o que impressiona é a voracidade com que o mercado está comprando", explica Ênio Fernandes, consultor de mercado da Terra Agronegócios. "Agora, vamos esperar o peso da safra norte-americana entrar, o produtor americano não deve vender muito e isso, quando passar, não vai assustar tanto o mercado", completa. 

Além disso, ainda nesta terça, o mercado da soja sente também a pressão do dólar, que, somente frente ao real, subia mais de 2% na tarde de hoje. A divisa avança ainda diante de uma cesta de outras moedas importantes, além do dólar index registrar um ganho de quase 0,4% no quadro internacional. O movimento pesa não somente sobre a soja, mas de demais commodities como milho, trigo, café e, principalmente, o petróleo. Em Nova York, o ativo perdia mais de 2,6%, perto de 13h50. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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