Soja: Mercado em Chicago mantém realização de lucros, mas intensifica as baixas

Publicado em 04/10/2016 08:08 e atualizado em 04/10/2016 13:32
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem operando em campo negativo no início da tarde desta terça-feira (4). As baixas de pouco mais de 6 pontos, por volta de 13h (horário de Brasília), porém, eram um pouco mais intensas do que as registradas mais cedo. Com isso, o vencimento novembro/16, que é indicativo para a safra dos EUA, valia US$ 9,66 por bushel, enquanto o maio/17, referência para a safra brasileira, valia US$ 9,83.

O mercado internacional parece acompanhar um movimentação técnica, de realização de lucros, depois do rally registrado na sessão anterior - a primeira de outubro - quando os preços subiram mais de 20 pontos. "E a soja também realiza dinate de mais sinais de um bom desenvolvimento da colheita nos EUA e da ausência da China nas compras esta semana, em função de um feriado", diz Bryce Knorr, analista do portal internacional Farm Futures. 

No final da tarde desta segunda (3), o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) trouxe números acima das expectativas sobre os trabalhos de campo. Em uma semana, a colheita evoluiu de 10% para 26% da área, enquanto os traders apostavam em 23% de área colhida. O número ainda fica bem abaixo dos 36% de 2015, mas ligeiramente aquém da média dos últimos cinco anos de 27%. 

Ainda assim, analistas afirmam que o mercado segue buscando uma direção melhor definida já que vê fundamentos divergentes, uma vez que os relatos de produtividade indicam a melhor média da história nesta safra, enquanto o consumo do produto norte-americano vem crescendo e se intensificando, o que poderia mudar o quadro dos estoques no país, ainda segundo analistas e consultores. 

"Em somente um mês do ano comercial 2016/17, o acumulado dos embarques norte-americanos de soja já chega a 3,4 milhões de toneladas e supera em 136% o registrado no mesmo período da temporada anterior", informou, em nota, a internacional Benson Quinn Commodities. 

 

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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

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