Soja: Chicago fecha com estabilidade nesta 2ª feira e mantém mercado lento também no BR

Publicado em 10/10/2016 17:08
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A segunda-feira (10) foi de pouca movimentação para os futuros da soja na Bolsa de Chicago e a sessão terminou com os principais contratos em terreno negativo, com pequenas quedas variando de 1 a 2,25 pontos. O contrato novembro/16, referência para a safra dos EUA, fechou o dia valendo US$ 9,54 por bushel, enquanto o maio/17, indicativo para a safra do Brasil, cotado a US$ 9,74.

A defensiva do mercado, como explicam analistas e consultores, reflete a disputa que os fundamentos vêm travando nas últimas sessões, com suporte na intensa, forte e presente demanda pela soja norte-americana - principalmente, com a volta da China ao mercado após o feriado da última semana - enquanto, na outra ponta dos negócios, o avanço da colheita nos Estados Unidos e os bons índices de produtividade que vêm sendo reportados nas principais regiões produtoras acabam por pressionar as cotações.

E nos próximos dias, novos boletins a serem trazidos pelo USDA (Departamento de Agicultura dos Estados Unidos) ajudam a manter essa cautela entre os fundos investidores, além de trazer alguma especulação para o mercado. Os dois reportes semanais que sairíam nesta segunda - o de embarque de grãos e o de acompanhamento de safras - foram adiados para esta terça-feira (11) por conta do feriado de Columbus Day nesta segunda, em que os órgãos governamentais não funcionam, e na quarta, dia 12, chega o novo reporte mensal de oferta e demanda, com números atualizados sobre a safra americana, a safra da América do Sul e os números do quadro global. 

"Os investidores aguardam uma revisão para cima da safra americana na próxima quarta-feira. Esperamos uma produtividade média próxima de 58,4 sacas do grão por hectare na safra 2016/17. Ainda assim, a demanda poderia absorver parte do excedente da oferta", disse Bryce Knorr, editor e analista de mercado do site internacional Farm Futures. Em setembro, o USDA apontou o rendimento médio das lavouras em 57,37 sacas de soja por hectare. Nesta terça, o mercado deverá conhecer expectativas mais detalhadas sobre os números da quarta. 

Entretanto, o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, mostra que, "os EUA continuam colhendo, e Chicago mantém os US$ 9,50". Na sequência, após testar mais alguns patamares, o foco dos negócios deverá voltar-se para a nova safra sul-americana, as condições climáticas em que se desenvolve e sua comercialização. Até a chegada dos novos relatórios, porém, a volatilidade deverá continuar. 

Mercado Nacional

No Brasil, mais um dia de estabilidade. As pequenas baixas de Chicago e mais um recuo leve do dólar frente ao real levaram os preços a, nos portos e algumas praças de comercialização, registrarem algumas novas baixas e, portanto, afastando um pouco mais os vendedores de novos negócios. 

Em Paranaguá, a soja disponível caiu 1,3% para R$ 76,00 por saca, enquanto o mercado futuro registrou a mesma referência, mantendo sua estabilidade. Já em Rio Grande, R$ 75,50 no disponível, também estável, e baixa de 0,90% no futuro, com R$ 76,80 por saca. 

No interior, em Itapeva/SP, a soja perdeu mais de 5% para R$ 72,29, bem como no Oeste da Bahia e em Jataí/GO, os preços também cederam - 1,02% e 0,31%, respectivamente - para R$ 64,83 e R% 65,00 por saca. Houve recuo também em praças do Paraná, enquanto as demais praças terminaram o dia com estabilidade. 

Dados da consultoria França Junior indicam que há cerca de 24% da nova safra brasileira de soja já comercializada até este momento, com algo perto dos 40% do ano passado, neste mesmo período, ou em relação à média plurianual de 31%. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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