Soja: Com revisão da safra dos EUA pelo USDA, Bolsa de Chicago fecha em queda nesta 4ª feira

Publicado em 12/10/2016 17:14
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As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa na sessão desta quarta-feira (12), após o reporte do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O pregão foi marcado por volatilidade, com cotações sendo registradas nos dois lados da tabela. 

O contrato dezembro/16 perdeu 8,25 pontos na sessão e encerrou cotado a US$ 9,46 por bushel, assim como janeiro/17 que fecha o dia a US$ 9,53 por bushel.  O vencimento março/17 teve desvalorização de 7,75 pontos e negociação a US$ 9,60 por bushel. Já maio/17 encerra a US$ 9,67 por bushel.

O analista de mercado da Société Générale, Stefan Tomkiw, explica em entrevista ao Notícias Agrícolas, que o relatório do USDA divulgado não trouxe novidades ao mercado, que já esperava a revisão positiva da nova safra norte-americana. O número subiu de 114,33 milhões para 116,18 milhões de toneladas, enquanto os estoques passaram para 10,75 milhões de toneladas, contra as 9,93 milhões projetadas no mês anterior.  

Além disto, os dados de exportações também foram revisados para a cima, diante das informações de demanda aquecida nas últimas semanas. Com isso, os embarques de soja norte americana passam de 54,02 milhões do boletim anterior para 55,11 milhões de toneladas na safra 2016/17. 

Ainda hoje, o USDA chegou a reportar vendas para a China, confirmando o bom momento para a demanda pela commodity. O boletim apontava para 115 mil toneladas da safra 2016/17. Para Tomkiw, os dados de demanda têm sido um dos fatores que tem dado sustentação aos preços em Chicago, visto que o mercado vem consolidando os números da grande safra norte-americana.

Além disto, às atenções começam a se voltar para o desenvolvimento da safra na América do Sul, que está em período de plantio. Apesar das perspectivas climáticas, o mercado ainda segue otimista em relação a nova safra sul-americana e espera mais informações em relação ao desenvolvimento. " A safra da América do Sul tem relevância muito grande na oferta  mundial, com volume significativo, impactando nos preços  de Chicago", explica Stefan.

No Brasil, as principais praças de comercialização não funcionaram devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida. Veja as principais informações sobre o mercado interno da terça-feira, por Carla Mendes:

Mercado Brasileiro

Cordonnier estima a safra de soja do Brasil em 101 milhões de toneladas, podendo ficar entre 97 e 104 milhões. O número veio ligeiramente maior do que o registrado há uma semana e é reflexo, segundo explica o consultor, do desenvolvimento da semeadura melhor do que o esperado, superando, em algumas regiões, o ritmo do ano passado. Além disso, acredita também que os produtores do sul do país não façam toda a migração para o milho como previam mais cedo. 

Enquanto isso, os preços da soja brasileira pouco evoluem, tal qual a comercialização. Os momentos mais oportunos são aproveitados pelos sojicultores, porém, ainda de forma pontual e com poucos volumes. Ainda de acordo com o consultor internacional, há menos de 30% da soja da nova safra já comercializada - número que fica em linha com o de outras consultorias - contra 40% do ano comercial anterior. 

E nesta terça-feira, os preços mantiveram sua estabilidade na maior parte das principais praças de comercialização, com as referências oscilando entre R$ 65,00 e R$ 75,00 por saca, em média. Nos portos, com a estabilidade também do dólar, as cotações registraram pouca movimentação. Em Paranaguá, R$ 76,00 por saca no disponível e no futuro, ambos estáveis, e em Rio Grande, respectivamente, R$ 75,10 e R$ 77,00, com queda de 0,53 e alta de 0,26%. 

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Por: Sandy Quintans
Fonte: Notícias Agrícolas

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