Chicago: Soja realiza lucros após altas consecutivas, mas demanda ainda limita o recuo

Publicado em 07/12/2016 12:36
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Os preços da soja caminham com estabilidade na sessão desta quarta-feira (7) na Bolsa de Chicago,porém, testando o lado negativo da tabela após duas sessões consecutivas de bons ganhos nesta semana. Assim, as posições mais negociadas, por volta das 13h20 (horário de Brasília), as cotações perdiam pouco mais de 4 pontos, com o maio/17 valendo US$ 10,60 e o julho/17, US$ 10,65 por bushel. 

O mercado vem contando com uma semana de boas notícias entre os fundamentos, com a demanda reafirmando todo seu potencial e algumas especulações sobre o clima na Argentina, porém, ainda respeita alguns movimentos técnicos e o intervalo em que as cotações atuam. Para o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o range entre os patamares de suporte e resistência ainda se mantém entre os US$ 10,20 e os US$ 10,70 por bushel. 

No entanto, o cenário para as cotações pode mudar a a partir desta sexta-feira (9), quando chega o novo boletim mensal de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Com as fortes vendas e embarques norte-americanos, cresce entre os traders,consultores e analistas as expectativas de que os números deverão indicar estoques menores nos EUA, bem como um reajuste nas estimativas para a demanda pela soja do país. Além disso, se espera ainda uma correção também nos números da safra argentina. As expectativas detalhadas para os dados de sexta serão reportadas nesta quinta-feira (7). 

O que ajuda a limitar essa ligeira realização de lucros, porém, são as novas informações que chegam do USDA já nesta quarta e ainda sobre a demanda. Foram anunciadas novas vendas de soja somando 466 mil toneladas para a China e mais destinos. A nação asiática adquiriu 330 mil toneladas da oleaginosa, sendo 66 mil da safra 2016/17 e mais 264 mil da 2017/18. Mais 136 mil toneladas da temporada atual foram para destinos não revelados. 

Esse já é o terceiro anúncio da semana. Nos dois primeiros dias úteis desta semana, a China já havia adquirido mais 624 mil toneladas. A força da demanda é grande e o consumo, crescente. Os estoques locais de derivados são baixos, e as margens de esmagamento permanecem positivas. As compras do país ainda são fortes nos EUA, porém, começam a crescer na América do Sul, especialmente no Brasil, que já vê seu lineup de navios crescendo. Na última semana, os chineses compraram mais de 20 navios de soja brasileira, segundo reportam analistas e consultores de mercado. 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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