Soja: Preços recuam no porto de Rio Grande com dólar e Chicago em queda nesta 2ª feira

Publicado em 19/12/2016 12:35
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago ampliaram suas baixas na sessão desta segunda-feira (19) e, por volta das 13h10 (horário de Brasília), variavam entre 8 e 9,50 pontos. Dessa forma, o contrato maio/17 já trabalhava com US$ 10,45 por bushel. 

Ao lado do dólar em queda, portanto, as baixas no mercado internacional voltavam a pesar sobre a formação dos preços da oleaginosa no Brasil e, na tarde de hoje, as referências já recuavam nos portos do país. No terminal de Rio Grande, o produto disponível perdia 0,62% para R$ 80,50 e o da nova safra, no mercado futuro, 0,59% para R$ 84,00 por saca. 

Além do dólar em baixa - já pressionado também pelo menor volume de negócios dada a proximidade das festas de final de ano - e que vinha sendo cotado a R$ 3,378, caindo 0,37% - pesquisadores do Cepea atribuem à essa movimentação negativa dos preços ao clima favorável para a nova safra brasileira e de uma demanda interna um pouco mais lenta neste momento. 

"Quanto à liquidez interna, novamente, a disparidade entre as ofertas de compradores e de vendedores limitou as negociações", informou a nota desta segunda-feira.

Bolsa de Chicago

O mercado segue atento às novidades que ainda possam movimentar as cotações de forma mais expressiva e, de acordo com analistas e consultores, essas informações poderiam vir, principalmente, com mudanças no clima da América do Sul. As expectativas sobre a nova temporada são elevadas, dada a força da demanda e ao já elevado percentual da produção norte-americana comprometida, que chega a pouco mais de 80%. 

Já nesta segunda, uma nova venda de 264 mil toneladas para a China foi anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). E ainda hoje, o departamento  atrai, mais uma vez, a atenção dos traders com a chegada de um novo reporte semanal de embarques de grãos. O total já embarcado de soja pelo país também supera o volume desse mesmo período da temporada anterior e já chega a 27.905,963 milhões de toneladas.  

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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