Soja fecha sessão desta 5ª feira perto da estabilidade ainda com foco na América do Sul

Publicado em 29/12/2016 17:35 e atualizado em 30/12/2016 10:31
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A quinta-feira (29) foi de ligeiras quedas aos preços da soja praticados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da oleaginosa encerraram o pregão com perdas de poucos mais de 3 pontos, bem próximas da estabilidade. O vencimento janeiro/17 era cotado a US$ 10,03 por bushel e o março/17 a US$ 10,12 por bushel. Já o maio/17 finalizou o dia a US$ 10,21 por bushel.

De acordo com as agências internacionais, o mercado voltou a realizar lucros no penúltimo pregão do ano. Contudo, as cotações não exibiram fortes oscilações. Diante dos fundamentos já conhecidos, os preços da commodity foram pressionados pela demanda, uma pouco mais calma essa semana.

Os analistas reportam que, os compradores realizaram fortes aquisições no início de dezembro. E a perspectiva é que esses mesmos compradores se voltem para a América do Sul nos próximos meses em meio ao início da colheita da soja no Brasil, já no mês de janeiro, e também na Argentina, quando os trabalhos nos campos deverão começar em março.

Consequentemente, os investidores permanecem atentos ao comportamento do clima na América do Sul. "A colheita das áreas precoces do Brasil Central reportam produtividades melhores do que o esperado. E há ainda alguma preocupação com o desenvolvimento de um clima mais seco no Nordeste brasileiro, porém, em uma área que cobre cerca de apenas 10% produção do país. Assim, se as chuvas voltarem nos próximos 10 dias, as preocupações diminuem", informa, em nota, a Benson Quinn Commodities.

No caso da Argentina, a preocupação em relação ao clima é maior, especialmente na região sudeste do país. Algumas áreas de cultivo sofrem com a falta ou até mesmo o excesso de chuvas.

Mercado brasileiro

Assim como no milho, não houve referência para os preços da soja praticados no mercado doméstico nesta quinta-feira (29). O quadro é decorrente da proximidade das festas de final de ano. Contudo, o saldo do ano é positivo às cotações da oleaginosa, uma vez que, o preço nominal do grão registrou sua maior média anual em dez anos, conforme dados do Cepea.

Segundo levantamento do centro e reportado pela agência Reuters, o indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&F Bovespa, referente à oleaginosa depositada no corredor de exportação e negociado na modalidade spot no porto, atingiu média de R$ 81,52 a saca em 2016. Maior valor registrado desde o início da série histórica em 2006.

Ainda conforme informações do Cepea, o cenário é um reflexo da quebra registrada na safra, fortes exportações e um dólar mais alto. "O impulso veio principalmente da postura retraída de produtores, que negociaram grande parte da safra 2015/16 antecipadamente, ainda em meados de 2015", informou o Cepea à Reuters.

Confira o fechamento dos preços:

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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