Preços da soja nos portos do Brasil recuam nesta 5ª feira refletindo Chicago e o dólar

Publicado em 05/01/2017 12:44
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As referências para a soja brasileira no porto de Paranaguá voltaram a recuar nesta quinta-feira (5), acompanhando as baixas do dólar e dos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago. No início da tarde de hoje, o produto disponível recuava 1,19% em relação ao fechamento de ontem, para chegar a R$ 75,00 por saca, e momentos de até R$ 75,30. Já para a nova safra, o indicativo registrava uma baixa de 2,55% para R$ 76,50. 

No mercado internacional, os preços seguem atuando com volatilidade e se ajustam após o avanço de mais de 20 pontos na sessão anterior, em um movimento de realização de lucros. "As perdas, até agora, estão limitadas com os traders ainda de olho no clima da América do Sul e os grandes estoques dos Estados Unidos", explica Bryce Knorr, analista sênior do portal internacional Farm Futures. 

Há problemas que chamam a atenção tanto no Brasil, quanto na Argentina, e, com isso, a tendência é de que as cotações, como explicam analistas e consultores, sigam voláteis e respeitando seus patamares de resistência e suporte até que a safra por aqui seja concluída. 

Em alguns pontos do Brasil, a colheita já foi iniciada e, em regiões de Mato Grosso, a produtividade passava de 55 sacas por hectare, enquanto outras sofriam mais de 15 dias sem chuvas e já registravam baixas. Já na Argentina, o mercado começa a observar projeções de uma área de quase 1 milhão de hectares que poderia não ser cultivada em função das adversidades climáticas. 

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha ainda o desenvolvimento da demanda - os números norte-americanos seguem fortes - bem como os novos movimentos a atuação dos fundos e também dos produtores dos EUA nas suas próximas estratégias de comercialização. Com alvos mais elevados de preços, nesse momento os agricultores têm evitado novas vendas e ajudam a segurar as cotações. 

Câmbio

Nesta quinta, o dólar acumula mais um pregão de queda frente ao real, mesmo depois da perda de mais de 1% registrada nesta quarta-feira (4). Perto de 13h35, a moeda perdia 0,23% para R$ 3,211, se aproximando ainda mais dos temidos R$ 3,20. Parte da pressão veio dos números mais fracos do que o esperado sobre os empregos privados nos Estados Unidos. Assim, a divisa recua no exterior também. 

"Depois de dois dias de queda, o mercado precisava de um gatilho para testar níveis mais baixos (para o dólar). Os dados da ADP vieram fracos e a queda do dólar no exterior prevaleceu", disse o operador de uma corretora internacional em entrevista à Reuters. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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