Soja: Ainda volátil, mercado em Chicago testa ligeiras altas nesta 3ª e já espera pelo USDA

Publicado em 10/01/2017 06:43
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A volatilidade típica do período de mercado climático segue dando o tom dos negócios internacionais entre os grãos e, nesta terça-feira (10), os futuros da soja, que testaram algumas perdas mais cedo, voltaram a atuar em campo positivo. No entanto, os ganhos ainda são bastante tímidos. Por volta das 13h15 (horário de Brasília), os principais contratos subiam pouco mais de 1 ponto e o  março/17 valia US$ 10,07 e o maio/17, US$ 10,15 por bushel. 

E o caminhar volátil das cotações ganha mais combustível ainda em uma semana de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta quarta-feira, 12, chega o novo reporte mensal de oferta e demanda, e as expectativas dos traders estão, principalmente, sobre as exportações norte-americanas e os números que serão apresentados para a safra da América do Sul. 

"O primeiro relatório do ano tem como obrigação atualizar os dados das exportações americnas para cima e, desta forma, apresentar menores estoques americanos e mundiais", acredita o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

Os analistas internacionais, por outro lado, chamam a atenção ainda para a movimentação dos fundos e o ajuste das cotações, que acontece mesmo com as indicações de compras de posições. E as apostas maiores, neste momento, estão sobre o trigo e o milho. 

Seguem ainda no radar dos traders também a movimentação do complexo soja - farelo e óleo não só em Chicago, mas negociados também em Dalian, na China - além dos demais óleos vegetais e, principalmente, a movimentação do yuan . A relação da moeda americana com o dólar americano vem chamando a atenção e criando alguns cenários para o mercado da soja que terão de ser acompanhados para que se possa avaliaro real impacto sobre os preços. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

>> Soja: Bons embarques americanos e clima adverso na América do Sul puxam soja nesta 2ª na CBOT

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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