Soja: Mesmo com vendas travadas, preços no interior perdem até 6% no interior do BR nesta 3ª feira

Publicado em 31/01/2017 18:05
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O mercado internacional da soja fechou com estabilidade a sessão desta terça-feira (31) e com oscilações bastante tímidas entre as principais posições negociadas na Bolsa de Chicago. Os principais contratos terminaram a sessão com pequenos ganhos de pouco mais de 1 ponto, levando o março/17 a US$ 10,24, e o maio, que é referência à safra brasileira, a com US$ 10,34 por bushel. Dessa forma, o dia fechou também, praticamente, sem negócios no Brasil com os produtores ainda sem efetivar novas vendas. 

E apesar dos pequenos ganhos em Chicago, os preços no mercado nacional recuaram de forma expressiva nesta terça e as baixas nas principais praças de comercialização ficaram entre 0,69% a até 6,45%, como foi o caso de Tangará da Serra, em Mato Grosso, com a última referência em R$ 58,00 por saca, perdendo o patamar dos R$ 60,00, como aconteceu em demais praças mato-grossenses. Em Rio Verde, Goiás, a baixa passou de 3% e o preço foi a R$ 63,00 e em Pato Branco, no Paraná, R$ 65,60, com queda de 0,76%. 

A chegada da oferta dessa nova safra ajuda a pesar sobre as cotações neste momento, bem como as altas muito acentuadas dos fretes, e uma menor disputa, nesse momento, por esse produto, como explica o analista de mercado e economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter. Na rota Sorriso Rondonópolis, por exemplo, a alta do frete já exibe uma alta de 35%, de R$ 80,00 a R$ 108,00 por tonelada, e, no Oeste do Paraná, passando de R$ 4,00 para R$ 7,00 por saca, até Paranaguá, nos últimos 20 a 30 dias. 

Nos portos, em contrapartida, os indicativos conseguiram registrar algum avanço, acompanhando os ganhos - também tímidos - do dólar. Assim, no terminal de Rio Grande, a alta foi de 1,35% para R$ 75,00 na soja disponível e de 1,05% para R$ 77,00 no mercado futuro, referência para junho. Em Paranaguá, as duas referências encerraram os negócios com R$ 74,00 e ganho de 0,68%. 

A moeda americana, nesta sexta, terminou os negócios cotada a R$ 3,1510 e, somente em janeiro, segundo informa a Reuters, acumula uma perda de 3,04%, em seu segundo mês consecutivo de recuo. A alta registrada hoje frente ao real foi reflexo de uma nova intervenção do Banco Central brasileiro.

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Os prêmios em Paranaguá têm registrado boa valorização nos últimos dias e, mesmo em plena colheita, seguem positivos. Os compradores, afinal, como explicam consultores e analistas, tentam garantir alguns volumes via prêmio e, em Paranaguá, as principais posições de entrega têm, nesse momento, entre 40 e 65 cents de dólar sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago. 

E parte dessa força dos prêmios, ainda segundo Motter, vem dessa retração dos produtores brasileiros e, como explica o analista, é este cenário que pode resultar em melhores oportunidades para o sojicultor brasileiro que precisa voltar à comercialização. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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