Soja: Disponível fecha em queda nos portos do Brasil com pressão do dólar e produtor segue cauteloso

Publicado em 28/06/2017 17:19
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Os preços da soja formados no Brasil não acompanharam uma direção comum entre os negócios desta quarta-feira (28). De um lado, os futuros subiam na Bolsa de Chicago, equanto o dólar perdia mais de 1% frente ao real, voltando a trabalhar abaixo dos R$ 3,30. Dessa forma, o ritmo dos negócios ainda é lento no Brasil e o sojicultor segue ainda retraído. 

"O momento é defensivo, a postura do produtor continua sendo de aguardar uma surpresa, uma mudança no padrão de clima nos Estados Unidos. O negócio é esperar e ver se o clima norte-americano ainda nos surpreende", explica o analista de mercado Flávio França Junior, da França Junior Consultoria. 

Nesta quarta, a soja disponível perdeu 1,16% no porto de Rio Grande para R$ 68,00 por saca; 0,73% em Imbituba e 0,87% em São Francisco do Sul, onde as referências também ficaram em R$ 68,00. Já no terminal de Santos, alta de 0,73% para R$ 69,00 por saca, e establidade nos R$ 69,50 em Paranaguá. 

Para a safra nova, R$ 72,00 em Rio Grande e R$ 72,50 por saca em Paranaguá. 

No interior do Brasil, as referências entre as principais praças de comercialização também testaram altas e baixas nesta quarta, e os indicativos nos estados produtores ainda trabalham no intervalo médio de R$ 50,00 - como é o caso de Sorriso/MT - a R$ 67,00 por saca - como pode ser observado em Castro/PR. 

"Há de se acompanhar atentamente (o clima nos EUA) porque acredito que possa haver novas mexidas nos preços (em Chicago) e trazer algumas oportunidades de venda para os produtors brasileiros", diz França. 

Bolsa de Chicago

Na sessão desta quarta-feira (28), os futuros da soja fecharam em campo positivo. As altas entre os principais contatos ficaram entre 2,75 e 4,25 pontos, levando o julho/17 a US$ 9,14 e o novembro/17, referência para a safra dos EUA, a US$ 9,21 por bushel. 

"O mercado poderia ter subido um pouquinho mais não fosse o ajuste antes dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta sexta-feira (30) e o clima no Meio-Oeste americano, que tem sido um pouco melhor esta semana", explica o analista. 

Os relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final do mês - estoques trimestrais e área plantada da safra 2017/18 - já exigem um ajuste do mercado e um posicionamento dos traders. Os novos números serão reportados nesta sexta-feira, 30 de junho. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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