Mercado em Chicago, por AgResource Brasil: A relação soja e milho

A relação soja e milho
A primeira sessão para este começo de semana foi marcada pela tentativa de alta na soja em grão e farelo com compras ativas de fundos especulativos. A diferença entre os preços de soja e milho tem se distanciado aqui em Chicago, com movimentos contrários destas duas commodities. A variação de cotações já chega a ser tão alta quanto 2,95:1 (2,95 de soja para 1 de milho), o que não é favorável a tendência de preços futuros da oleaginosa, uma vez que preços mais altos na soja desestimulam o produtor norte-americano no plantio do milho. Apesar da alta de hoje na soja, o movimento dos preços da CBOT deverá continuar sem fortes oscilações, uma vez que o cenário de safra na América do Sul está com muitas indefinições e a China está com baixo interesse em adicionar novas compras do grão norte-americano. Rumores de que os chineses persistem em atrasar a emissão de certificados de segurança para soja transgênica importada tem desacelerado significantemente os embarques dos EUA. Nesta última semana, foram embarcadas 1,6 MT de soja estadunidense, contra 2,2 MT na mesma semana em 2016.


Clima na América do Sul
Os mapas climáticos atualizados para esta semana trazem a permanência de uma padrão bastante úmido chegando no Centro do Brasil. As regiões de São Paulo, Minas Gerais, oeste da Bahia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do sul serão favorecidas com índices pluviométricos acumula- dos de 25-100mm. Com os totais mais pesados sendo projetados para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Já para a região Sul do Brasil, as projeções não se mostram tão propícias ao desenvolvimento dos pri- meiros estágios da soja. Especilamente no lado sul do Rio Grande do Sul, as chuvas tem se mostrado escassas desde meados de novembro, e parece não mudar nestes próximos 5 dias. Na Argentina, as chuvas também se concentram apenas no oeste do país, e totais pluviométricos expressivos não são observados para o centro e leste argentino, no memso período!

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