Soja amplia perdas nesta 5ª com previsão de chuvas na Argentina e fracas vendas semanais

As cotações futuras da soja dão continuidade ao movimento negativo ao longo do pregão desta quinta-feira (1) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da oleaginosa ampliaram as perdas e, por volta das 11h44 (horário de Brasília), exibiam desvalorizações de mais de 9 pontos. O março/18 era cotado a US$ 9,86 por bushel, já o maio/18 perdeu o patamar de US$ 10,00 por bushel e era negociado a US$ 9,97 por bushel.
O mercado caminha para consolidar o segundo dia consecutivo de queda. "Os comerciantes de milho e soja estão monitorando o clima na Argentina, com a seca que reduziu as plantações e prejudicou o rendimento para ambas as culturas", destacou a Reuters internacional.
Porém, as previsões climáticas voltaram a indicar o retorno das chuvas para as principais regiões produtoras no país a partir da próxima semana. Fator que, ainda segundo a Reuters, pesa na formação dos preços no mercado internacional.
"Para o início da semana que vem, são esperadas chuvas mais generalizadas e em bons volumes sobre boa parte das principais áreas produtoras do país. Não serão chuvas volumosas, mas suficientes para elevar os níveis de umidade do solo, garantindo boas condições ao desenvolvimento das lavouras", informou a Climatempo.
Outro fator que também ajuda a pressionar negativamente os preços é o relatório de vendas semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), conforme destacam as agências internacionais. Na semana encerrada no dia 25 de janeiro, as vendas de soja somaram 359 mil toneladas da safra 2017/18.
O volume representa uma queda de 42% em relação à semana anterior e de 50% em comparação à média das últimas quatro semanas. O mercado apostava em algo entre 700 mil a 1,2 milhão de toneladas.
No acumulado da temporada, as vendas de soja totalizam 43.594,7 milhões de toneladas. Em igual período do ano anterior, o volume estava em 50.387,7 milhões de toneladas.
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