USDA aumenta safra de soja do Brasil e reduz estoques de milho dos EUA

Publicado em 08/02/2018 15:22 e atualizado em 08/02/2018 17:04
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe a atualização dos seus números mensais de oferta e demanda nesta quinta-feira (8) aumentando, mais uma vez, os estoques finais norte-americanos de soja. O número de 14,42 milhões de toneladas ficou acima da média esperada pelo mercado, de 13,28 milhões, porém, dentro do intervalo esperado pelos traders de 12,38 a 14,7 milhões de toneladas. 

Ao mesmo tempo, o departamento trouxe também uma redução nas exportações de soja dos Estados Unidos de 58,79 milhões para 57,15 milhões de toneladas. 

Soja Mundo

No cenário global, a produção foi ligeiramente revisada para baixo, sendo estimada em 346,92 milhões de toneladas, contra 348,57 milhões do boletim de janeiro. Assim, os estoques finais mundiais - esperados entre 97 a 99,5 milhões de toneladas - foram projetados em 98,14 milhões. 

A safra do Brasil foi, novamente, corrigida para cima e é agora esperada em 112 milhões de toneladas, contra 110 milhões do reporte anterior, e as exportações elevadas de 67 para 69 milhões de toneladas. 

Na contramão, a colheita da Argentina foi revisada de 56 para 54 milhões de toneladas, com os estoques finais do país agora estimados em 22,41 milhões de toneladas, contra 22,36 milhões do mês passado. 

A média esperada pelo mercado era de 111,5 milhões de toneladas para a safra brasileira e de 56 milhões para a argentina. 

Já as importações chinesas foram mantidas em 95 milhões de toneladas. 

Soja USDA

Milho EUA

Sobre o milho, poucas mudanças foram trazidas para o quadro norte-americano, e apenas os estoques finais dos Estados Unidos foram mudados, ficando abaixo do registrado no mês anterior. O número veio em 59,74 milhões de toneladas, contra 62,92 milhões do boletim de janeiro e também aquém das expectativas do mercado, que variavam de 61,01 a 64,7 milhões de toneladas. 

Milho Mundo

A produção mundial do cereal também foi corrigida para baixo, ficando em 1.041,73 bilhão de toneladas, levando os estoques finais a serem reduzidos de 206,57 para 203,09 milhões de toneladas. 

A safra brasileira foi mantida em 95 milhões de toneladas, enquanto os estoques subiram para 10,62 milhões, contra 10,37 milhões do boletim anterior. As exportações nacionais também subiram e ficaram em 35 milhões de toneladas. 

Como na soja, a colheita de milho da Argentina foi corrigida para baixo, passando de 42 para 39 milhões de toneladas, e os estoques ficaram em 5,27 milhões, contra 6,27 milhões do reporte de janeiro.

Milho Fevereiro - USDA

USDA reduz estoques de milho dos EUA; eleva visão sobre soja com safra do Brasil (REUTERS)

Por Mark Weinraub

WASHINGTON (Reuters) - O aumento na demanda de exportação de milho dos Estados Unidos cortará os estoques norte-americanos do cereal mais do que o esperado, previu o Departamento de Agricultura do país (USDA) nesta quinta-feira.

Mas as reservas de soja nos EUA deverão aumentar, uma vez que uma safra abundante no Brasil permitirá que os compradores estrangeiros realizem seus negócios com a nação sul-americana.

O relatório mensal de oferta e demanda do USDA projetou os estoque finais de milho dos EUA na safra 2017/18 em 2,352 bilhões de bushels, ante uma estimativa de 2,477 bilhões em janeiro.

O volume ficou abaixo do limite inferior do intervalo de previsões de analistas, que variava de 2,425 bilhões a 2,550 bilhões de bushels, de acordo com uma pesquisa da Reuters.

Os estoques finais de soja devem totalizar 530 milhões de bushels nos EUA, segundo o USDA, ante uma expectativa de 470 milhões em janeiro. Quanto às exportações, o governo norte-americano cortou sua previsão para 2,100 bilhões de bushels, de 2,160 bilhões em janeiro.

Na América do Sul, o USDA elevou sua estimativa para a safra de soja do Brasil para 112 milhões de toneladas, de 110 milhões anteriormente. Em paralelo, reduziu a perspectiva para a produção de soja na Argentina para 54 milhões de toneladas, de 56 milhões.

A previsão de exportações de soja permaneceu inalterada para a Argentina, em 8,50 milhões de toneladas, apesar da perspectiva de menor colheita. No Brasil, a previsão de exportação foi aumentada em 2 milhões de toneladas, para 69 milhões.

O USDA projetou a produção de milho no Brasil em 95 milhões de toneladas, inalterada em relação a janeiro. Já na Argentina foi cortada para 39 milhões de toneladas, de 42 milhões de toneladas anteriormente.

As exportações argentinas de milho foram reduzidas em 1,5 milhão de toneladas, para 27,5 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de milho foram aumentadas em 1 milhão de toneladas, para 35 milhões de toneladas, destacou o USDA.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas/Reuters

4 comentários

  • luiz linhares Engenheiro Beltrão - PR

    Mal começamos a colher e vem a USDA tentar derrubar o preço das commodites. Enquanto o AGRO Brasileiro não se unir e fortalecer sua posição de mercado, seremos vitimas destes especuladores que nunca plantaram um pé de alface.

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  • Edmundo Taques Ventania - PR

    54 milhões de ton na Argentina??!!, os caras estão otimistas demais!! Sei como é, é um tal de: "Antes vamos comprar a safra brasileira por preço baixo, depois a gente sobre o preço e ganha em cima o nosso na realização de lucro" Produtor se ferra, consumidor final se ferra e a porcaria dos parasitas do mercado financeiro levam o deles. Gente Indecente...

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    • GERALDO EMANUEL PRIZONCOROMANDEL - MG

      Ano passado foi a variedade anfíbia que não deixou a safra de soja quebrar na argentina, esse ano é a variedade dromedário.

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    • PETTER ZANOTTIASSIS - SP

      Juntos Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (BAUP) respondem por mais da metade da produção mundial de soja, enquanto os EUA apenas 1/3, mas ainda assim os Yankees mandam no mercado! Precisamos mudar isso!

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Argentina, Uruguai, Paraguai e sul do Brasil vão dar o tom... Como é difícil um La Ninã sem problemas, seria correto pensar em um preço melhor...

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  • Fabiana Fagundes Barasuol Cruz Alta - RS

    Da natureza até os pregões, as commodities alimentam a economia dos países e giram a roda do desenvolvimento. Nesse longo caminho, muita gente ganha e perde, mas as oportunidades sempre estarão lá. As commodities são riqueza que podem gerar ainda mais riqueza.

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