Soja: Mercado em Chicago mantém estabilidade na tarde desta 2ª, mas passa para o lado negativo

Publicado em 16/04/2018 12:49
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Embora ainda atuando com estabilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago passaram para o lado negativo da tabela no início da tarde desta segunda-feira (16). Perto de 12h20 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 3,25 e 5 pontos nos principais vencimentos. 

Com isso, o maio/18 valia US$ 10,49 por bushel, enquanto o julho e o agosto/18 lutavam para manter os US$ 10,60. 

Segundo explicam analistas internacionais, os traders ainda buscam definir uma direção para as cotações, diante de informações que pesam sobre os dois lados da tabela. Além disso, a pressão sobre as cotações do trigo também contribuem para as baixas não só da soja, mas também sobre o milho.

De um lado, os fundos mais posicionados do lado da compra e um clima um pouco mais seco no Meio-Oeste americano pesam sobre os preços, enquanto alguns pontos do Corn Belt que ainda apresentam adversidades dão suporte aos futuros, de acordo com os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

Ainda nesta segunda-feira, o mercado se atenta também aos dados dos embarques semanais norte-americanos que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou no início da tarde. 

Na semana encerrada em 12 de abril, os EUA embarcaram 444,987 mil toneladas da oleaginosa, contra expectativas que variavam de 300 mil a 600 mil toneladas. 

Os traders aguardam ainda pelos números do esmagamento de soja nos EUA em março no reporte que vem da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA). 

Além disso, as questões geopolíticas também ainda têm espaço garantido entre os traders, uma vez que além da disputa comercial com a China, os EUA agora lidam com os impactos dos ataques feitos à Síria no último final de semana. 

Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, a situação poderia dar espaço para uma alta do dólar no quadro internacional, bem como exercer uma pressão sobre as commodities, com os investidores "buscando proteção".

"Assim, teremos uma semana com novas notícias e agora a guerra. Normalmente, não é muito bom para os negócios porque deixa o setor nervoso, mas não acreditamos em grandes baixas nesta boca de plantio dos EUA, porque poderá desanimar os produtores de lá. Mas será uma boa semana para se acompanhar, com a possibilidade de algumas flutuações para um lado e para o outro, não mostrando espaço grande para nenhum deles", diz Brandalizze.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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