Preços da soja nos portos do Brasil recuam pressionados pelas novas baixas de Chicago nesta 2ª

Publicado em 27/08/2018 18:13
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O anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e México ajudou a amenizar as baixas no mercado da soja no pregão desta segunda-feira (27) e os futuros da oleaginosa terminaram o dia com perdas de pouco mais de 7 pontos nos contratos mais negociados. No início da sessão, as baixas chegaram a superar os 15 pontos. 

Assim, o vencimento novembro/18 foi a US$ 8,48 por bushel, enquanto o janeiro/19 encerrou os negócios valendo US$ 8,61. 

Como explicou o economista e analista de mercado Camilo Motter, a pressão da guerra comercial entre China e Estados Unidos - que se intensificou no fim da última semana -  e da grande safra que vem se concluindo nos Estados Unidos continua e essa novidade do acordo entre mexicanos e norte-americanos acabou amenizando a baixa e dando algum fôlego aos traders. 

O México, afinal, já é grande importador de soja e milho dos Estados Unidos e poderia intensificar ainda mais suas importações de itens agrícolas a partir desse acordo.

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A tendência de baixa sobre os preços em Chicago, porém, permanece e os traders não desviam os olhos de estimativas como a do Pro Farmer, que mostraram a nova safra dos EUA em 127,4 milhões de toneladas. O último número trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi de pouco mais de 124 milhões. 

"No entanto, acredito que o mercado já esteja buscando um fundo com essas informações, não temos espaço para novas baixas forte, mas para uma pressão pontual da entrada da nova safra dos Estados Unidos, que deve acontecer em um ritmo mais forte este ano", diz Motter. "Me parece que a temporada de notícias ruins está ficando para trás", completa. 

Preços no Brasil

Nesta segunda-feira, os preços no Brasil registraram variações intensas entre as principais praças de comercialização do interior do país, com altas e baixas. Os ganhos seguem motivados pelos prêmios em alta, bem como o dólar - que apesar do recuo desta sessão - segue acima dos R$ 4,00. 

A moeda norte-americana fechou com queda de 0,57%, em um movimento de correção, valendo R$ 4,08. "O mercado está um pouco mais racional hoje. O cenário favorável lá fora e a ausência de notícias (eleitorais) estão fazendo o mercado se acomodar um pouco depois de uma semana de muita cautela", disse o operador da Spinelli Corretora José Carlos Amado á agência de notícias Reuters. 

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No porto de Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 92,00, estável, e a safra nova perdeu 1,16% e fechou com R$ 85,00 por saca. Em Rio Grande, R$ 91,30 no spot e R$ 92,00 para setembro, com baixas de 0,76% e 0,54%, respectivamente.

INCENTIVOS AO PRODUTOR DOS ESTADOS UNIDOS (AgResources)

O USDA anunciou que o Governo americano deve pagar US$ 1,65/bushel para os produtores rurais para amenizar os prejuízos criados pela Guerra Comercial com a China.

Ao todo, o governo deve investir de $ 5 a $ 7 bilhões em repasses somente para subsídio à soja.

A medida é tida como uma compensatória pelos danos financeiros causados pela Guerra Comercial EUA e China.

Por outro lado, a CBOT volta ao movimento de vendas, uma vez que o posicionamento dos fundos desta última semana trouxe uma liquidação expressiva dos contratos líquidos no lado vendido.

No total, foram reduzidas quase 19 mil posições vendidas, para um total de 40 mil.

A ARC alerta que este movimento deverá ser revertido no próximo relatório atualizado das posições dos fundos.

Agora a especulação passa a ser ativa nas possibilidades de oferta dos Estados Unidos 

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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