Soja: Mercado passa para o lado negativo e fecha a 4ª feira em queda na Bolsa de Chicago

Publicado em 24/10/2018 17:07 e atualizado em 24/10/2018 19:36
892 exibições

LOGO nalogo

Os preços da soja fecharam o pregão desta quarta-feira (24) em campo negativo. O mercado iniciou o dia caminhando de lado, atuando com pequenas baixas, mas foi intensificando as perdas e terminou o dia caindo cerca de 7 pontos nos principais vencimentos. Assim, o novembro/18 ficou em US$ 8,50 e o maio/19 foi a US$ 8,90 por bushel. 

A quarta-feira (24) foi de estabilidade para os preços da soja formados no Brasil, com oscilações apenas pontuais entre as principais praças de comercialização e pequenas baixas sendo registradas nos portos do país. Enquanto Chicago fechou com pouco mais de 7 pontos de baixas entre os principais contratos, o dólar voltou a subir e terminou o dia com alta de mais de 1,33%. 

No interior, as perdas, onde foram registradas, passaram de 1%. As exceções ficaram por conta de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul, onde o preço fechou com R$ 78,00 por saca e alta de 1,30%, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde o preço subiu 0,70% para R$ 71,50. 

No porto de Rio Grande, queda de 0,67% no disponível, para R$ 89,40 por saca, enquanto o novembro foi a R$ 90,00, com baixa de 0,55%. Em Paranaguá, o spot perdeu 0,56% para fechar em R$ 88,50, enquanto a safra nova manteve os R$ 80,00 por saca, sem variação. 

Como explica o consultor de mercado Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, o produtor deve manter-se atento ao andamento dos preços neste momento, uma vez que o dólar poderia ter uma baixa ainda mais intensa com a confirmação de Jair Bolsonaro eleito presidente do Brasil e os prêmios sendo estimulados somente mais adiante. 

No caso da pouca soja que ainda há disponível, os melhores momentos de preços já passaram, quando da combinação de dólar e prêmios em alta no mercado nacional. Novas oportunidades poderiam surgir, ainda segundo Cogo, porém, mais limitadas. 

Quando se trata da nova safra, porém, o cenário para novos negócios ainda não é o mais adequado. 

"As ofertas (de preços) não agradam os vendedores, elas estão em níveis muito abaixo dos oferecidos no mercado spot, e estamos falando de uma queda de prêmio da ordem de US$ 1,50. E com um dólar futuro em um patamar muito mais baixo, resulta em valores para abril/maio de R$ 7,00 a R$ 10,00 mais baixos do que o produtor está vendo no spot hoje", diz. 

Bolsa de Chicago

As movimentações seguem técnicas e, mais cedo, não só a soja, mas milho e trigo também registraram pequenas altas com compras por rápidas feitas pelos fundos de investimentos. 

"As expectativas de uma grande colheita nos EUA e a falta de novas notícias de suporte estão impedindo quaisquer ganhos substanciais aos preços durante o pregão", explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

Além da grande colheita nos EUA, o mercado também sente a pressão do plantio brasileiro, que registra seu ritmo mais acelerado da história. São mais de 30% da área já semeada no país, de acordo com números da AgRural. 

A alta do dólar, que nesta quarta-feira foi generalizada, também pressionou as cotações internacionais, 

Tags:
Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário