Soja fecha em com ligeiros ganhos em Chicago nesta 2ª, mas ainda sem força para tendência de alta

Publicado em 04/02/2019 18:19 e atualizado em 04/02/2019 18:50
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O mercado internacional da soja perdeu força ao longo do dia e fechou o pregão desta segunda-feira (4) com pequenas altas de pouco mais de 1 ponto nos principais contratos, depois de abrir o dia em campo negativo e registrar bons ganhos ao longo do dia. 

Assim, os futuros da soja ficaram com US$ 9,18 no contrato março/19 por bushel ao final do pregão, e o maio/19 encerrou em US$ 9,32 por bushel. 

O anúncio da compra da China de 612 mil toneladas de soja nos EUA, da safra 2018/19, ajudou o mercado a garantir pequenas altas, porém, por ser algo que os traders já especulavam, os efeitos da informação foram pontuais e limitados. 

A confirmação desta nova compra chega em um momento em que o mercado espera por informações como esta, uma vez que a guerra comercial continua - apesar da evolução das negociações entre os dois países - e das notícias que partem de ambos os lados ainda venham com alguma nebulosidades. 

Como explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, com a chegada do feriado do Ano Novo Lunar na China e os mercados fechados, não deverá haver uma "enxurrada de novas compras chinesas, mas esse já foi um aceno de boa vontade da China para os EUA, além da necessidade que eles têm de vir a mercado", diz. 

Além disso, os embarques semanais norte-americanos, apesar de virem bons, também não surpreenderam o mercado. Na semana encerrada em 31 de janeiro, os EUA embarcaram 975,775 mil toneladas de soja, contra projeções que variavam de 790 mil a 1,09 milhão de toneladas. O volume é maior do que o registrado na semana anterior. No acumulado do ano comercial, os embarques já somam 21.452,986 milhões de toneladas, ainda bem abaixo de mais de 34 milhões do mesmo período da temporada anterior. 

No paralelo, segue o acompanhamento da nova safra da América do Sul, com problemas de clima e redução de produtividade sendo registrados no Brasil, Argentina e Paraguai, além das especulações para o boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta próxima sexta-feira, dia 8 de fevereiro. 

Mercado Nacional

No Brasil, as variações mais uma vez foram pontuais, com algum estímulo vindo também do dólar. A moeda americana subiu levemente nesta segunda-feira para fechar com R$ 3,6728. Os negócios, porém, ainda são bastante tímidos e pontuais, e o que é colhido vai sendo destinado para o cumprimento de contratos firmados anteriormente. 

Além disso, os valores praticados nos portos brasileiros não atraem os vendedores para novas operações. 

Nesta segunda, Paranaguá fechou em queda, perdendo 0,66% no disponível, que fechou com R$ 75,50, e 0,65% para março, que ficou em R$ 76,50. Em Rio Grande, por outro lado, as cotações subiram. O spot foi a R$ 74,80, com alta de 0,40%, e o mês seguinte, com R$ 75,50, subindo 0,67%. 

Comentário de Mercado da ARC Mercosul

Por Cristiano Palavro

Americanos e chineses encontram-se cada vez mais próximos de um acordo comercial. Após a rodada de negociações da última semana os avanços foram significativos, e novas aquisições de soja americana foram adicionadas pelos asiáticos. 

O que preocupa os produtores brasileiros agora é quanto este potencial acordo irá tirar da demanda por nossa soja, com reduções nas exportações nacionais já esperadas para 2019. Soma-se a isso a potencial valorização do Real frente ao dólar, agora que vitórias foram obtidas pelo Governo nas eleições para as mesas diretoras do Congresso, o que pode impulsionar as reformas estruturais. 

Em meio a uma demanda em queda na China e estoques elevados, apesar das quebras consolidadas na safra brasileira, pouco suporte fundamental se observa na soja doméstica no médio prazo.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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