Soja volta a recuar em Chicago com incertezas sobre acordo entre China e EUA

Publicado em 06/03/2019 12:40
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O mercado da soja passou para o lado negativo dos negócios no início da tarde desta quarta-feira (6) na Bolsa de Chicago. Depois de iniciarem o dia em campo positivo, tentando uma correção das últimas baixas, os preços não se sustentaram e, por volta de 12h15 (horário de Brasília), recuavam entre 5,75 e 6 pontos nos contratos mais negociados. 

O vencimento maio/19 voltava a trabalhar abaixo dos US$ 9,10 e era cotado a US$ 9,07 por bushel, enquanto o agosto tinha US$ 9,27. 

As incertezas que ainda rondam o acordo entre Donald Trump e Xi Jinping, com especulações sobre uma assinatura no dia 27 próximo, mas sem confirmações - seguem pesando sobre os futuros da commodity, mantendo o mercado cauteloso e pressionado. 

Os fundos investidores mantêm sua cautela e vão, aos poucos, alinhando suas posições no intuito de estarem bem preparados na chegada efetiva de um consenso entre chineses e americanos ou até mesmo de um agravamento nessa disputa comercial que já dura um ano. 

"Os fundos de gestão ativa da CBOT se mostram empilhados no lado das vendas para as três principais commodities agrícolas: soja, trigo e milho. No caso da soja e milho, o redirecionamento prometido da demanda chinesa para os Estados Unidos deverá desengatilhar a cobertura destas posições, para o lado da compra. No entanto, a ARC alerta que este movimento só será observado caso ordens executivas para o fim da Guerra Comercial comecem à serem assinadas", explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

Enquanto um consenso não é firmado e permanece no campo dos rumores e especulações, a demanda pela soja brasileira por parte da nação asiática segue firme, o que também pesa sobre os negócios em Chicago. 

Leia mais:

>> China segue comprando soja do Brasil diante de acordo com os EUA na corda bamba

Além disso, a semana ainda é de novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura doa Estados Unidos). A divulgação acontece nesta sexta-feira, 8 de março, e mais uma vez os mercados estão atentos aos estoques finais de soja dos EUA e aos números da nova safra da América do Sul. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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