Soja: Preços no Brasil tem até R$ 1,50 a mais por saca com pequenas altas da CBOT e do dólar
O mercado da soja na Bolsa de Chicago fechou o pregão desta segunda-feira (10) com leves altas, as quais variaram entre 2,50 e 3 pontos nas posições mais negociadas. O contrato março encerrou o dia com US$ 8,85, o maio com US$ 8,97 e julho com US$ 9,10 por bushel.
De acordo com analistas internacionais, os ganhos, por mais tímidos que se mostrem impressionam, dada a maior competitividade da soja brasileira com o avanço da colheita e maior disponibilidade de produto.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda e algumas expectativas apontam para uma ligeira alta na safra brasileira de soja para 123,8 milhões de toneladas, contra os 123 milhões do reporte de janeiro. "E essa nova oferta já está mais barata do que o produto americano", explica Todd Hultman, analista líder de grãos do portal americano DTN The Progressive Farmer.
Da mesma forma, porém, as projeções apontam para uma redução dos estoques finais norte-americanos, com o mercado esperando por uma melhor demanda - especialmente da China - nos EUA, na medida em que começar a valer efetivamente a primeira fase do acordo entre China e EUA, em 15 de fevereiro.
Os novos números serão reportados às 14h (horário de Brasília).
No link abaixo, confira a íntegra das expectativas do mercado para o novo relatório do USDA:
>> USDA pode reduzir estoques finais dos EUA e aumentar safra de soja do Brasil
Paralelamente, o mercado segue atento ao cenário geopolítico, especialmente às questões ligadas ao surto do coronavírus, que já vitimou mais de 900 pessoas e infectou mais de 40 mil, somente na China.
As notícias, entretanto, parecem ter um efeito mais ameno sobre o andamento as cotações entre todas as commodities no quadro internacional.
MERCADO NACIONAL
Segundo relatou o analista de mercado Marlos Corrêa, da Insoy Commodities, os preços da soja no mercado brasileiro dão início à semana com patamares de R$ 1,00 a R$ 1,50 por saca acima do registrado na semana anterior. Assim, nos portos as referências passam a registrar, no spot, algo entre R$ 87,00 e R$ 87,50.
Nesta segunda, afinal, os preços foram motivados pelos pequenos ganhos na Bolsa de Chicago aliados a um novo dia de alta no dólar frente ao real. A moeda americana começou o dia atuando com ligeiras perdas e um movimento de ajuste depois do rally da semana passada, mas voltou a subir e fechou a sessão com R$ 4,32 e alta de 0,14%.
"O dólar ficou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, colado em máximas recordes, num dia sem grandes catalisadores nos mercados financeiros globais e na véspera da divulgação de documento no qual o Banco Central pode dar mais sinalizações sobre o juro básico, variável que tem tido influência sobre a taxa de câmbio", informou a agência de notícias Reuters.
Além da questão cambial, os prêmios ofertados à soja brasileira também apresentaram alguma melhora nos últimos dias, ainda como explica Corrêa, refletindo a concentração da demanda chinesa ainda no mercado brasileiro.
Somente na última semana, a nação asiática comprou mais de 20 navios de soja do Brasil diante de sua maior competitividade e também da qualidade melhor da oleaginosa nacional.
0 comentário
Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil