Prêmios da soja brasileira caem com alta forte do dólar e demanda concentrada nos EUA

Publicado em 24/06/2020 18:09 1087 exibições

LOGO nalogo

A semana segue lenta para o mercado brasileiro da soja. Nesta quarta-feira (24), mais uma vez, o dia foi de poucos negócios e os sojicultores mais ausentes do mercado com suas safras, tanto a atual, quanto a próxima, já bem comercializadas. Nos portos, os preços subiram, enquanto no interior foram registradas altas e baixas e praças onde as cotações terminaram o dia com estabilidade. 

A soja disponível ficou em R$ 111,00 em Paranaguá, R$ 110,00 em Rio Grande e R$ 114,00 em Imbituba. Já para fevereiro do ano que vem, foram R$ 106,00 no terminal paranaense e R$ 103,50 no gaúcho. No interior, as referências ainda variam entre R$ 84,00 e R$ 110,00 por saca nas principais regiões produtoras. 

O destaque desta quarta foram os prêmios, que voltaram a cair no Brasil, e o dólar, que voltou a subir forte frente ao real. "Câmbio em alta e demanda chinesa concentrada nos EUA derrubam os prêmios", explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities. 

As principais posições de entrega apuradas pelo Notícias Agrícolas mostram os prêmios variando entre 110 e 120 centavos de dólar por bushel acima dos valores praticados na Bolsa de Chicago, que fecharam no vermelho no pregão desta quarta-feira. Em contrapartida, o dólar subiu mais de 3%, para fechar o dia com R$ 5,33. 

Leia mais:

>> Dólar dispara mais de 3% com exterior arisco

Assim, dia de poucos novos negócios, mas muita atenção por parte dos produtores brasileiros. Afinal, a indústria nacional disputa a pouca soja remanescente no país com algumas operações da exportação, já que a demanda externa ainda busca a oleaginosa do Brasil. 

MERCADO INTERNACIONAL

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja acompanharam a queda das demais commodities, lideradas pelo petróleo, que perderam mais de 6% somente nesta sessão. "O mercado como um todo sofreu um “banho de sangue” hoje com o pessimismo voltando diante da possibilidade de re-aceleração dos casos de COVID-19 por todo o globo", explica a ARC Mercosul.

Assim, os futuros da soja terminaram o dia perdendo mais de 4 pontos entre os principais contratos, com o julho valendo US$ 8,70, bem como o novembro. O agosto tinha US$ 8,67. 

Enquanto a economia mundial e sua possível - e muito distante - recuperação ainda preocupam, a nova sara norte-americana caminha em condições climáticas favoráveis em quase todo Corn Belt, com apenas problemas pontuais sendo registrados, sem qualquer ameaça generalizada à temporada 2020/21. Dessa forma, as informações do macrocenário ganham mais espaço entre os traders neste momento. 

Leia mais:

>> Petróleo cede mais de 6% e derruba commodities agrícolas nesta 4ª feira em Chicago e NY

Tags:
Por:
Carla Mendes| [email protected]
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

1 comentário

  • Elton Szweryda Santos Paulinia - SP

    Quanto à soja remanescente, quem ainda tem nao venderá por qualquer preço (pelo que converso aqui com alguns felizardos)..., pra ter venda/negocio, nada menos que R$ 130,00 na mão, e nao no porto.

    1