Soja fecha em alta na Bolsa de Chicago, mas queda do dólar mantém estabilidade no BR

Publicado em 09/07/2020 17:27 1794 exibições

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O mercado da soja operou em alta durante todo o pregão desta quinta-feira (9) na Bolsa de Chicago e encerrou o dia subindo entre 3,50 e 4,50 pontos nos principais contratos. Assim, levando o julho a terminar cotado a US$ 8,98 e o novembro com US$ 9,01 por bushel. 

O dia foi de expectativa e especulação antes da chegada do nov boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta (10). Para a soja, as mudanças esperadas são mais sutis neste relatório, de acordo com as expectativas. 

Safra 2020/21 dos EUA - A produção norte-americana de soja tem exepctativas que variam entre 112,48 e 119,26 milhões de toneladas, com média de 113,41 milhões de toneladas. Em junho, a nova safra foi estimada em 112,26 milhões de toneladas. Lembrando que a colheita 2019/20 foi de apenas 96,67 milhões. 

O mercado espera ainda um aumento da produtividade de 55,81 sacas por hectare para 56,15, na média das expectativas, que variam entre 55,81 e 59,17 sacas por hectare. 

Os estoques finais da oleaginosa podem vir entre 9,66 e 15,57 milhões de toneladas, com média de 12,06 milhões de toneladas. No relatório anterior, a projeção era de 10,75 milhões. 

No link abaixo, veja as expectativas na íntegra:

>> USDA deve trazer forte redução na safra e estoques finais de milho 2020/21 dos EUA

Além das expectativas antes do USDA e de um ajuste de posições depois das últimas perdas de terça e quarta-feiras, o mercado da soja em Chicago também foi favorecido pelas vendas semanais de soja dos EUA da safra velha. 

Na semana encerrada em 2 de julho, os americanos venderam 952,2 mil toneladas de soja, contra projeções de 300 mil a 800 mil toneladas. O volume é bem maior do que o registrado na semana passada e supera em 60% a média das últimas quatro. 

A China foi o principal destino da oleaginosa dos EUA. E a expectativa é ainda de que o USDA revise para cima as exportações 2019/20 da oleaginosa. A última projeção do departamento é de 44,91 milhões de toneladas, mas o total comprometido pelos EUA já passa disso para o presente ano comercial. 

Da safra 2020/21, as vendas foram de apenas 382,1 mil toneladas, enquanto o mercado apostava em um intervalo de 400 mil a 1 milhão de toneladas. A nação asitática também ficou com a maior parte do volume comprometido pelos Estados Unidos. 

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, os preços da soja se mantiveram estáveis em todo o interior do país. Ao passo em que os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago subiram, o dólar caiu nesta quinta-feira e manteve as variações limitadas no cenário nacional. 

Nos portos os preços também permaneceram estáveis. Em Rio Grande, o spot fechou com R$ 113,60 e a safra nova, R$ 106,00 por saca, enquanto em Paranaguá foram R$ 114,00 e R$ 107,00, respectivamente. 

Dia de espera e poucos negócios. Com o Brasil já tendo comercializado muito tanto da safra velha, quanto da safra nova, o momento é de mais cautela  e espera pelos sojicultores, que vêm a pouca oferta disponível 

"Os vendedores querem mais de R$ 120,00 nos portos e os negócios ficam mais localizados internamente. Há um problema de abastecimento e que pode viabiliizar alguns negócios com soja importada do Paraguai", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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