Soja perde mais de 1% em Chicago após final de semana de boas chuvas no Corn Belt e previsões favoráveis

O mercado da soja intensifica suas baixas no início da tarde desta segunda-feira (13) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 12h10 (horário de Brasília), perdiam entre 12 e 14,75 pontos nos contratos mais negociados, com o agosto valendo U$S 8,75 e o novembro, US$ 8,76 por bushel.
Os traders continuam a refletir os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados na última sexta-feira (10) e as condições melhores de clima esperadas para o Corn Belt nos próximos dias.
"O clima americano se mostra mais favorável e este fator deverá trazer revisões para cima na produtividade e estoque final americano", explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.
Além das previsões indicarem condições melhores, o final de semana ainda registrou um cenário mais adequado para o desenvolvimento das lavouras americanas. De acordo com informações do Commodity Weather Group, nas últimas 72 horas cerca de 35% do Meio-Oeste recebeu chuvas de 12,8 a 38 mm. No Delta e mais a Sudeste, de acordo com o instituto de meteorologia, os volumes chegaram a alcançar 134 mm, como mostra o mapa abaixo.

"As chuvas pelo Meio-Oeste durante este final de semana podem ajudar nas condições das lavouras reportadas pelo USDA nesta segunda, no final do dia", explicam os especialistas do portal americano Farm Futures.
MERCADO NACIONAL
Para o Brasil, a tendência é de que os negócios se intensifiquem ainda mais no mercado interno, com as indústrias pagando mais para garantir sua matéria-prima e seguir com suas operações até o final do ano.
Para Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, o mercado nacional poderia ver ainda, nesta semana, mais importações de soja pelo Brasil, principalmente de volumes vindos do Paraguai. "O país tem grandes volumes de soja para ser negociada e assim se tornando uma alternativa boa para a indústria do Sul do Brasil", diz o consultor.
Da mesma forma, Brandalizze explica ainda que os exportadores tendem a buscar mais negócios com a soja da safra nova brasileira, com cotações que devem seguir fortes e sustentadas, com os sojicultores aproveitando momentos ainda de dólar forte e demanda intensa para a nova temporada.
"Isso porque há grandes chances de termos dólar perdendo fôlego a frente e, assim mesmo que tenhamos ganhos em Chicago, os níveis em reais poderão não se sustentar. Desta forma, seguimos em bons momentos para fechamentos futuros", explica o analista de mercado.
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