Abapa garante auxílio técnico para eliminar tigueras de soja na região Oeste
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), iniciaram nesta quinta-feira (13), atividades de controle químico de plantas de soja voluntárias, as tigueras, nas rodovias BR 242/020 e estradas vicinais de regiões agrícolas do Oeste da Bahia. A parceria da Abapa se deve após os bons resultados obtidos no controle fitossanitário do algodão, realizado pelo grupo gestor do Programa Fitossanitário, na safra passada. As atividades de eliminação das tigueras vão até o final do vazio sanitário, 07 de outubro.
Com o plantio da soja previsto para iniciar uma semana mais cedo, em 1º de outubro, porém sem alterações no calendário do vazio sanitário, os manejos se intensificam para não deixar plantas vivas no campo e vias de acessos. Os técnicos das três entidades farão o acompanhamento, eliminando tigueras onde o produtor tem mais dificuldade de acesso. “Este é um trabalho dos grupos institucionais, temos equipes do algodão já atuando em controle fitossanitário e agora vamos intensificar com a soja. É um trabalho complexo, sendo que 90% do trabalho é realizado pelo produtor rural”, destaca o supervisor consultor agronômico e diretor técnico da Abapa, Celito Breda.
As equipes percorreram as rodovias, em um minucioso trabalho de eliminação das plantas que nascem descontroladas e que podem ser disseminadoras de pragas para as lavouras, principalmente a ferrugem da soja. A preocupação além de agrícola, ambiental e econômica está relacionada ao controle efetivo de doenças nas lavouras. “Nossa instituição serve de apoio ao produtor rural, as boas prática agrícolas devem ser feitas nas propriedades e levadas porteiras a fora. A ferrugem é disseminada pelo vento por isso a importância de um trabalho em conjunto com órgãos fiscalizadores”, esclarece o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.
Celestino Zanella presidente da Aiba avalia que o produtor rural acredita na evolução do setor produtivo e tem as instituições como base em apoio técnico. “Estamos atuando há 30 anos no Oeste da Bahia, foi investido muito em pesquisas e o Programa Fitossanitário faz com que o produtor rural trabalhe com segurança e tenha um retorno justo com qualidade no produto final”, destacou.
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