Soja sobe pela nona sessão em Chicago nesta 5ª com mercado puxado pela demanda chinesa

A alta dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (3). O mercado futuro norte-americano sobe pelo nono pregão consecutivo e segue renovando suas máximas em dois anos, de acordo com analistas e consultores internacionais. Por volta de 7h10 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos entre 2,75 e 4,50 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 9,66 e o março/21, US$ 9,73 por bushel.
A demanda da China tem forte influência neste avanço. As informações do mercado dão conta de que a China, por meio de suas estatais, estaria ainda bastante presente nos portos americanos fazendo novas compras. A necessidade do país já é conhecida, bem como sua meta em alcançar os volumes acordados com os EUA na fase um do acordo comercial.
Fontes ouvidas pela Reuters Internacional afirmam que a nação asiática teria comprado ao menos 480 mil toneladas de soja nos últimos dias, para embarques entre dezembro e janeiro. "A China tem sido uma compradora muito ativa e isso tem sido o fator chave para os preços mais altos de soja e milho", diz um trader de Cingapura à Reuters Internacional.
E nesta quinta, o mercado ainda trabalha na expectativa dos números das vendas semanais para exportação a serem reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nas últimas semanas, os dados da safra nova do país também têm sido importante catalisador para os ganhos da soja na CBOT dada sua força e expressivo aumento em relação ao ano anterior.
O clima no Corn Belt também não saiu do radar dos traders. As previsões neste início de setembro, mês determinante para a conclusão da safra 2020/21, são um pouco melhores do que se observava no final de agosto, de acordo com a ARC Mercosul. As preciitações deverão ser mais intensas a partir do dia 7.
"As previsões climáticas atualizadas hoje trazem a permanência de um padrão chuvoso chegando pelo Cinturão Agrícola dos Estados Unidos a partir do dia 7 de Setembro. Estes próximos 5 dias ainda serão de seca e temperaturas mais elevadas sobre a grande maioria da região sojicultora no país, entretanto o cenário trará grandes mudanças na segunda semana do mês", explicam os analistas da consultoria.
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