Soja recua forte em Chicago na tarde desta 2ª se ajustando depois do último rally

O mercado da soja na Bolsa de Chicago intensificou seu movimento de realização de lucros no início da tarde desta segunda-feira (21) e, por volta de 12h10 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 8 e 12,25 pontos, com as perdas intensas sendo registradas nos vencimentos mais curtos. Assim, o janeiro/21 tinha US$ 10,35 e o maio/21, US$ 10,21 por bushel.
O mercado se ajusta após um longo rally que acumulou altas de mais de 4% somente na última semana e mais de 10% em todo mês de setembro. E para o consultor norte-americano Al Kluis, da Kluis Advisors, em entrevista ao portal norte-mamericano Successful Farming, "o mercado está pronto para uma grande correção quando os fundos começarem a vender, já que estão em uma enorme posição comprada", diz.
No entanto, o suporte dos preços também é mantido com fundamentos fortes. Nesta segunda, mais vendas de 435 mil toneladas de soja foram informadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Do total, foram 132 mil toneladas para a China, 132 mil para o Paquistão e 171 mil para destinos não revelados. O volume é todo da safra 2020/21.
O fator clima para EUA e Brasil deverá exercer bastante influência sobre o andamentos dos preços nestes próximos dias com a colheita nos EUA e o plantio no Brasil. Ao mesmo tempo, olho vivo na demanda e no comportamento dos fundos de investimento.
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"Todas as atenções voltadas ao início da colheita nos EUA - com o USDA divulgando seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras no final do dia - e plantio no Brasil, com rumores de chuvas benéficas em algumas áreas produtoras. Fora isso, traders atentos ao relatório semanal de embarques americanos, que o USDA divulga durante o pregão", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e TradeHelp.
Ainda segundo Cachia, apesar deste ser um período de alguma pressão sazonal por conta do plantio no Brasil e da colheita nos EUA, "o cenário continua de preços firmes diante de uma conjugação de fatores de oferta e demanda que justificam este cenário". E entre fatores que ainda dão importante suporte as cotações estão as incertezas climáticas - com o La Niña no Brasil - e a forte demanda chinesa no mercado norte-americano.
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