Soja opera em campo misto nesta 5ª em Chicago e espera boletim do USDA de exportações

Os futuros da soja passaram a operar em campo misto no meio da manhã desta quinta-feira (22) depois de iniciarem o dia em alta e das últimas e fortes altas. Por volta de 9h50 (horário de Brasília), as cotações do novembro e do janeiro subiam 1,50 e 0,75 ponto - para US$ 10,73 e US$ 10,72 - e o maio e o julho recuavam 0,50 e 0,75 ponto, para US$ 10,54 e US$ 10,55 por bushel.
"Se não tivermos uma surpresa altista nas exportações semanais norte-americanas é possível termos um movimento de realização de lucros, que na minha opinião seria apenas uma pausa antes de Chicago retomar a tendência altista", acredita Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp.
De outro lado, ele ressalta ainda, em sua análise, que uma melhora nas previsões climáticas e incertezas geopolíticas relacionadas às eleições presidenciais nos EUA poderiam limitar a atuação dos altas, bem como o apetetite ao risco por parte dos investidores. "Mas, os fundamentos continuam favorecendo níveis de preços internacionais melhores", diz Cachia.
Nesta quinta, o mercado ainda recebe os novos dados das vendas semanais para exportação norte-americanas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e também poderiam a ajudar os preços a depender do seu teor. As expectativas do mercado para a soja variam de 1,2 a 2,5 milhões de toneladas.
Não só a demanda permanece em foco e alimenta os ganhos, como também a preocupação com a nova safra da América do Sul em função das adversas condições climáticas. E com a combinação destes dois fatores continua dando espaço também para a manutenção do viés altista que continua sendo observado na CBOT.
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