Biodiesel: Posicionamento da ABIOVE sobre preço
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) lamenta a nota divulgada pelos sindicatos do setor de revenda de combustíveis atacando a indústria do biodiesel. É infundada a afirmação de que os produtores de biodiesel, em busca de lucro, estejam elevando os preços ao consumidor.
O aumento do preço do biodiesel é justificado pela alta demanda internacional pela soja, principal matéria-prima deste biocombustível e commodity agrícola mais relevante no mercado nos dias de hoje, cujos preços são cotados na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, sem qualquer controle das indústrias. Neste contexto, o preço da soja e de seus derivados, entre eles do biodiesel, têm sido altamente impactados pela desvalorização cambial sofrida pelo Real ao longo do ano de 2020, em meio a pandemia do Coronavírus. Sendo que 70% do aumento do preço da soja de janeiro a setembro deste ano é fruto da desvalorização da nossa moeda.
Ainda assim, mesmo com a alta de 67% no preço do biodiesel ao longo deste ano, o aumento é inferior ao salto de preço do matéria-prima que atingiu 72% no mesmo período. A volatilidade de preços do biodiesel, inclusive, é menor que do óleo de soja, justamente graças ao sistema estável de comercialização em leilões.
Estes pontos já foram incansavelmente apresentados ao setor de revenda de combustíveis nos fóruns adequados e também fizeram parte da pauta da reunião de trabalho da indústria de oleaginosas com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (27/10).
O setor de revenda combustíveis, no entanto, segue atuando publicamente para denegrir a imagem do biodiesel em busca de reduzir a participação deste biocombustível no diesel comercial para então aumentar o consumo doméstico de diesel A, um combustível importado e altamente poluente. O biodiesel é 100% produzido com matéria-prima nacional dentro do Brasil, gerando riqueza e desenvolvimento para o nosso País.
A indústria brasileira da soja e do biodiesel, no entanto, segue firme com seu compromisso de contribuir para uma matriz energética mais limpa e menos dependente de importações de combustíveis fósseis. Ao longo do ano de 2020, e mesmo com todo o cenário de pandemia, o setor deverá concluir o ano com a moagem de 44,6 milhões de toneladas de soja, sendo que até o mês de setembro, o crescimento do volume processado foi de 8,3%, maior em relação ao mesmo período de 2019, com a produção de biodiesel em 2020 totalizando 6,4 bilhões de litros,
aumento de 8,5% em relação ao ano passado.
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