Soja: Preços voltam a subir no Brasil nesta 5ª, acompanhando dólar alto. CBOT recua

Publicado em 29/10/2020 17:12 e atualizado em 30/10/2020 12:10 1603 exibições

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Os preços da soja voltaram a subir em algumas praças do mercado brasileiro nesta quinta-feira (29). Em Jataí e Rio Verde, Goiás, as cotações subiram 3,3% para R$ 155,00 por saca. Em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul, a alta foi de 2,41% para R$ 170,00 por saca. Onde as cotações não subiram, se mantiveram estáveis, inclusive nos portos. 

Os ganhos chegam acompanhando um novo momento de avanço do dólar frente ao real. Embora a moeda americana tenha cedido levemente nesta quinta, fechou com R$ 5,76. A aversão ao risco no cenário internacional é bastante severa e puxa muitos investidores para o dólar como uma forma de se exporem menos em tempos de tantas incertezas. 

Os negócios, porém, são limitados. Com quase nenhuma oferta disponível ainda para ser comercializada da safra 2019/20, e o clima dando melhores condições de plantio da 2020/21, os produtores se focam nos trabalhos de campo e evitam novas vendas neste momento, apesar dos preços recordes. Há muito da nova temporada já comprometido com a comercialização e frente as incertezas promovidas, especialmente, pelo La Niña este ano para a safra brasileira, os sojicultores aguardam para retornarem às vendas. 

"O mercado interno busca se sustentar em reais porque o dólar está forte. Houve uma pressão de baixa, porém, nesta quinta-feira, mas sem vendedores. No mercado de indústria, o comprador querendo soja a R$ 170,00, apontando que a alta do dólar não compensou a queda que se registra no mercado de farelo e óleo. Semana de calmaria, poucos negócios, com o produtor mais interessado em plantar", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

PREÇOS EM CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja fecharam o dia com leves perdas de 0,50 a 5,50 pontos nos principais contratos. O novembro terminou o dia com US$ 10,51 e o janeiro, US$ 10,50. 

Bons números da demanda vieram para amenizar as perdas registradas mais cedo e, principalmente, a despencada do pregão anterior, quando o mercado cedeu mais de 2% pressionado pelo pessimismo do financeiro. 

Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas semanais da oleaginosa pelos EUA foram de 1,620,7 milhão de toneladas, enquanto os traders esperavam algo entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas. A China segue como maior compradora do produto norte-americano. Em todo ano comercial, as venda dos EUA chegam a 46,970,2 milhões de toneladas, bem acima do ano passado, nesse mesmo período, quando eram pouco mais de 19 milhões. O USDA estima as exportações totais da soja dos EUA em 59,88 milhões de toneladas. 


Os dados partem do boletim semanal de vendas para exportação divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), como acontece tradicionalmente às quintas-feiras. 

O mercado revê suas posições diante do pessimismo do financeiro global, mas não desvia a atenção de seus fundamentos. No entanto, o melhor avanço do plantio no Brasil diante de condições de chuvas mais favoráveis, que está entre um dos mais importantes fundamentos, também ajuda a pesar um pouco mais sobre os indicativos. 

Há ainda muita atenção sobre os efeitos da segunda onda do coronavírus e dos lockdowns na Europa sobre commodities, índices acionários e a recuperação da economia global, com destaque para o petróleo, que intensifica suas perdas de ontem - de mais de 5% - com novas baixas hoje de quase 3%. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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