Soja sobe mais de 1% em Chicago acompanhando alta forte do petróleo e índices acionários

Publicado em 04/11/2020 14:28 e atualizado em 04/11/2020 15:01 601 exibições

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O mercado da soja voltou a intensificar seus ganhos nesta quarta-feira (4) e, por volta de 14h (horário de Brasília), as altas variavam entre 11 e 13 pontos nos priniciáis vencimentos, com o janeiro/21 já sendo cotado a US$ 10,75 por bushel. 

Embora boa parte desse avanço se dê em função dos fundamentos da oleaginosa - os quais permanecem bastante positivos, a euforia causada pela eleição presidencial norte-americana também está sendo considerada. A contagem dos votos - que é conhecidamente um processo lento nos EUA - continua acontecendo nos EUA e já se especula no mercado a possibilidade de que o resultado já possa chegar nos próximos dias. 

Atenção ainda sobre as questões ligadas ao clima no Brasil para o andamento do plantio, que apesar de melhores ainda inspiram a preocupação de produtores de algumas regiões importantes, em função da influência do La Niña. Na outra ponta, demanda intensa nos EUA e a possibilidade de que os chineses tenham que comprar por mais tempo no mercado americano diante do atraso da semeadura brasileira. 

E a alta forte da soja se destaca em meio a uma baixa generalizada das demais commodities agrícolas, acompanhando a alta intensa que se dá no mercado do petróleo, que sobe mais de 3,5% na Bolsa de Nova York, com o barril sendo cotado a US$ 39,00. 

Além do petróleo e da soja, sobem ainda os principais índices acionários, com destaque para o S&P, que tem alta de mais de 3% e o Euro Stoxx 50, com avanço de mais de 2%. 

"Essa alta é consequência dessa predileção que a contagem dos votos tem dado, dessa tendência de vitória do Biden, porque sabem que a permanência de Trump no poder mantém o atrito com os chineses. Já o Biden afirmou, várias vezes, que iria reatar os laços comerciais com a China. E de fato, a CBOT já está precificando essa possível retomada das boas relações e, claro, ainda há o clima aqui no Brasil que está longe de ser bom para o plantio", explica Matheus Pereira, diretor da PÁTRIA Agronegócios. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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